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Propaganda honesta da Coca Cola

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Como seria um comercial da Coca Cola se essa empresa fosse realmente sincera com seus consumidores?!

O vídeo abaixo cria esse comercial, de forma irônica e crítica, mostrando imagens que realmente são utilizadas nos comerciais da Coca Cola, mas com uma narração honesta a respeito de suas bebidas e das consequências de seus consumo.

“Há cerca de 125 anos nós estamos unindo as pessoas. Dentre as aproximadamente 650 bebidas que nós produzimos, atualmente existem 180 opções de baixa ou nenhuma caloria, sendo que mesmo com calorias reduzidas esses produtos ainda podem causas malefícios como a obesidade, hipertensão arterial, problemas renais, entre outros.

Além dessas 180, ainda são produzidas 470 bebidas altamente calóricas – com base em açúcares de rápida absorção e xarope de frutose. Esses produtos causam um pico de açúcar e de insulina no sangue, o que pode gerar inflamação e resistência à insulina, sendo que esses dois problemas podem ser causadores de outros mais graves como acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, aumento do colesterol e câncer. A American Heart Association recomenda o consumo de no máximo 450 calorias por semana provenientes de bebidas açucaradas – a quantidade presente em aproximadamente 3 latas de refrigerante.

As ações contra a obesidade dependem também do conhecimento da população, visto que é preciso considerar o fato de que as calorias não são todas iguais, e as calorias provenientes da Coca Cola não tem nenhum valor nutricional. Se você quer ter um estilo de vida saudável, você não deveria consumir nenhum de nossos produtos. Se você tomar Coca Cola você vai ficar cada vez mais gordo! A solução é simples e está bem em frente dos seus olhos: NÃO BEBA COCA COLA! Isto está matando você e a sua família!

Coca Cola: nós somos parcialmente responsáveis pelo problema da obesidade!”

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Coca Cola – Você ainda precisa de motivos para não consumir?

Por Camila Leão. 

Os diversos defeitos da Coca Cola já são nossos velhos conhecidos: alto teor de açúcar, sódio, rica em aditivos (como os conservantes e corantes – inclusive o famoso e possivelmente cancerígeno Caramelo IV)… Todos esses fatores contribuem para o desenvolvimento de diversas doenças, sendo que a maioria delas surgirá em médio ou longo prazo. Talvez essa “demora” para o aparecimento das consequências seja uma das causas para que as pessoas continuem consumindo esse veneno.

Quem sabe a opinião dessas pessoas mude, após assistir ao vídeo que conta a história de um consumidor de Coca Cola, que teve prejuízos imediatos ao ingerir o refrigerante. 

Além de fabricar um produto que causa tão mal, a Coca Cola ainda se recusa a ajudar um de seus (infelizes) consumidores, prejudicado com consequências sérias e que serão levadas para a vida toda!

O “detalhe” da cabeça de rato encontrada em uma das garrafas, é também muito chocante, mas precisamos ter consciência que esse é um risco que assumimos diariamente ao consumir alimentos industrializados. Poucas são as grandes indústrias que conseguem manter um  padrão adequado de qualidade higiênico sanitária. Por isso ressaltamos: dê preferência para os alimentos preparados em casa e para tudo que for o mais natural possível! Fazendo isso conseguimos evitar problemas como os apresentados no vídeo.

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Refrigerante cancerígeno? O que o Direito tem a dizer sobre isso?

Por Mariana Ferraz.

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“A Coca-Cola e a Pepsi decidiram mudar a fórmula, nos EUA, do corante caramelo que compõe os refrigerantes para não ter de colocar um alerta de risco de câncer em suas latas” (Folha.com, 9 de março de 2012).

Repercutiu na imprensa internacional e na nacional. Grandes empresas anunciam mudanças na composição de seus produtos em função dos riscos oferecidos à saúde do consumidor. Faltou, no entanto, o destaque: a mudança ocorrerá apenas nos produtos comercializados nos Estados Unidos. E no Brasil, e no resto do mundo? Como fica o dever de precaução dessas empresas fora dos EUA.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) realizou um levantamento de alguns produtos da linha de refrigerantes e energéticos que possuem em sua composição o corante Caramelo IV (INS150d) e constatou que esse aditivo encontra-se muito mais presente no cotidiano do consumidor brasileiro do que ele imagina. Está também nos nacionalíssimos refrigerantes de Guaraná (Guaraná Antártica, Kuat, Dolly e outros) e na maioria dos energéticos (compostos líquido pronto para consumo à base de taurina e/ou cafeína). Não só em bebidas, o corante caramelo IV pode ser encontrado também em cereais matinais e granolas.

Ocorre que no Brasil o uso desse aditivo é permitido. Entretanto, no processo de elaboração do Caramelo IV, a utilização de amoníaco e sulfitos acaba gerando dois subprodutos: 2-metilimidazol e 4-metilimidazol, e conforme o estudo norte americano produzido pelo Programa Nacional de Toxicologia do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos divulgado em 2007, existe clara evidência de que estes subprodutos são cancerígenos em animais. Os compostos cancerígenos em animais são comumente proibidos para o consumo humano.

Conforme esclarecido por um grupo de diferentes órgãos de defesa do consumidor da América Latina, esse corante é um ingrediente que desempenha uma função puramente estética e pode ser substituído por outros corantes que não representem um risco à saúde, como o Caramelo I, já utilizado pela Pepsi no Brasil.

A manifestação de diversas entidades da sociedade civil e de especialistas em estudos de toxicologia fez com que a lei na Califórnia (EUA) passasse a exigir que as empresas dispusessem avisos de alerta em produtos que contêm esse aditivo. No Brasil, o Idec cobrou da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um posicionamento concreto sobre o assunto. O Instituto questionou à agência reguladora a respeito do embasamento científico no qual a regulamentação brasileira se apoia para permitir o uso desse aditivo, ou seja, quais seriam os estudos que garantem a segurança do referido corante. Questionou-se também se há um monitoramento das quantidades de Caramelo IV, 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presentes nos produtos comercializados no Brasil e se há limites máximos desses componentes previstos em regulamentação. Por fim, perguntou qual providência será adotada pelo órgão.

As empresas também foram questionadas pelo Instituto. Indagou se as mesmas farão voluntariamente a mudança na composição dos seus produtos no Brasil ou se agirão somente mediante disposição normativa.

O posicionamento do Direito é claro sobre o tema. O CDC (Código de Defesa do Consumidor), tendo em vista o princípio da prevenção, garante a proteção à vida, à saúde e à segurança (art. 6º, I), prevendo que os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos aos consumidores (art. 8º). É previsto ainda que o fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar de maneira ostensiva e adequada a respeito da nocividade ou periculosidade (art. 9º).

Há que se ter em conta também o princípio da precaução, ou seja, quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, a ausência de absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes para prevenir o possível dano. Sendo assim, no caso aqui tratado, tanto empresas como o Estado são responsáveis em adotar as medidas necessárias.

Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec.

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A verdadeira história dos Ursos Polares

Por Camila Araújo e Mariane Bandeira.

Com o dia das mães chegando, a Coca-Cola lança uma nova companha publicitária, trazendo de volta a família de urso polares.

A propaganda transmite a ideia de união, carinho, amor, felicidade, diversão: e tudo isso girando em torno do prazer em compartilhar uma Coca-Cola.

Mas a realidade não é tão bonita assim.

Estudos comprovam que a ingestão de bebidas açucaradas como, por exemplo, os refrigerantes, são responsáveis pelo aumento de sobrepeso e de obesidade no mundo. Essas bebidas acrescentam na alimentação uma quantidade calórica que não é percebida, devido aos teores elevados de açúcar em sua composição, além de não conterem nenhum benefício para a saúde.

Um estudo feito no Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, concluiu que quem consome pelo menos um litro desse tipo de bebida todos os dias acumula maior quantidade de gordura em lugares perigosos, como no fígado, nos músculos e em órgãos localizados no abdome. E, consequentemente, corre maior risco de desenvolver diabetes e doenças cardíacas. A pesquisa foi publicada no periódico American Journal of Clinical Nutrition (veja reportagem aqui e o estudo aqui).

Outro estudo, realizado por pesquisadores do departamento de saúde da Universidade de Harvard, aponta a relação entre bebidas açucaradas e a incidência de mortes precoces. Os especialistas consideraram a situação em 114 países e concluíram que 180 mil mortes são causadas anualmente em decorrência deste açúcar. Os pesquisadores trabalharam este tema durante cinco anos, sob a liderança do pós-doutor Gitanjali M. Singh, e concluíram que das 180 mil mortes causadas pelas bebidas açucaradas 133 mil delas são relacionadas à diabetes, 44 mil por doenças cardiovasculares e 6 mil em consequência de câncer (veja aqui).

Além disso, crianças e adolescentes brasileiros estão trocando o consumo de água e leite por bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados ou em pó – como mostra estudo epidemiológico brasileiro que avaliou o consumo de bebidas entre crianças e adolescentes de 3 a 17 anos em cinco capitais. A pesquisa, desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e do Instituto da Criança do HC, foi publicada no BMC Public Health. Esse consumo excessivo de bebidas açucaradas é um dos fatores que contribuem para o considerável aumento dos casos de obesidade infantil, além de aumentar os riscos para o desenvolvimento de doenças antes observadas em adultos, como diabetes tipo 2 e hipertensão (veja a reportagem aqui e o estudo aqui).

Ou seja, na realidade você não abre a felicidade. Você abre o caminho para a obesidade, diabetes e diversas outras doenças crônicas não transmissíveis…

Uma campanha do Center for Science in the Public Interest (CSPI), The Real Bears (Os Verdadeiros Ursos), lançou um vídeo dirigido por Alex Bogusky, com a participação do cantor e compositor Jason Mraz, mostrando a triste verdade sobre o consumo regular de refrigerante.

Confira o que as propagandas não mostram:

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