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Ovo de chocolate mofado?! #EraSóOQueFaltava de Páscoa!

A Páscoa já passou, mas gostaríamos de divulgar o que aconteceu com a coordenadora do PropagaNUT durante os festejos:

“Prezados, cuidado com os filhos de vocês!! A lembrancinha do ovo de Páscoa que minha filha ganhou de uma amiga… Ainda bem que ela estava sendo supervisionada ao abrir! Eca! Validade? Junho/2014! Tão revoltada, mas tão revoltada!!! Por isso e por outras que o consumismo precisa ser combatido!!! Por isso que, há anos, não compro ovo de Páscoa!”

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Com o aumento da demanda pelos ovos de chocolate durante esse período, muitas vezes a qualidade fica de lado – seja por parte do fabricante ou do lojista que estoca o produto. Como o consumidor não pode controlar essas variáveis, fiquem atentos à qualidade dos produtos, principalmente, quando o consumidor for uma criança.

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Manifesto: por um mundo com mais comida de verdade e menos derivados do Whey

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

Na era da globalização, em que a informação está acessível para praticamente toda a população, através dos mais diversos meios de comunicação – rádio, televisão, propagandas, jornais, revistas, internet, redes sociais – todos os dias surgem novidades, sobre tudo que pudermos imaginar, atingindo milhares de pessoas. Entre tudo o que é apresentado nesses meios, um tópico é muito recorrente: a preocupação com a saúde e com o corpo.

Se por um lado isso é bom, pois provavelmente essas pessoas buscarão ter hábitos de vida saudáveis, por outro elas podem “perder a medida” e se deixar ser influenciadas por informações que, muitas vezes, não são confiáveis.

Um ponto comum entre o cuidado com a saúde e a aparência é a alimentação. Principalmente através das redes sociais, todos os dias são compartilhadas informações, opiniões ou receitas estimulando a adoção de uma alimentação mais saudável. Entretanto, se formos acompanhar os grupos “fitness” e suas respectivas receitas, veremos que muitas vezes o foco é a hipertrofia ou a perda de peso a qualquer custo – sem se preocupar com os outros aspectos relacionados ao ato de comer, como por exemplo, o prazer de se alimentar, a cultura, a interação social e até mesmo com carências nutricionais devido a falta de micronutrientes, provenientes de uma alimentação variada e balanceada.

Um aspecto que é comum a quase todas as receitas sugeridas por esses grupos, é o uso excessivo de suplementos protéicos, em especial o Whey Protein, como ingredientes principais, que podem ser adicionados em todo tipo de preparação: bolos, brigadeiro, sorvete, panqueca, pão, e o que a imaginação sugerir.

Entendendo melhor sobre os suplementos alimentares

Qual a indicação dos alimentos para atletas?

Os alimentos para atletas são indicados para indivíduos com necessidades nutricionais específicas em decorrência de exercícios físicos.

Por que os praticantes de atividade física não foram contemplados na norma da ANVISA?

Uma dieta balanceada e diversificada é suficiente para atender as necessidades nutricionais de praticantes de exercício físico, visto se tratar dos indivíduos que praticam atividade física de forma regular ou esporádica com objetivo de promoção da saúde, recreação, estética, aptidão física, condicionamento físico, inserção social, desenvolvimento de habilidades motoras ou reabilitação orgânico-funcional.

Fonte: ANVISA.

RDC nº 18/2010

A grande tendência no consumo ocorre de tal forma, que o mercado lançou até mesmo um ovo de páscoa com Whey Protein.

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Imagem das redes sociais.

 

#EraSóOqueFaltava!

Será que todo brasileiro precisa suplementar proteínas? De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) o consumo de proteínas pela população brasileira  é ligeiramente superior à recomendação do Guia Alimentar (de 10% a 15%), em especial nos adultos e idosos.

No que diz respeito à participação calórica das proteínas nas regiões do Brasil, a região Centro-Oeste obteve a segunda maior média do país, ficando atrás apenas da região Norte.

E será que o consumo dos suplementos, da forma exagerada que esses grupos “pregam”, não acarretaria problemas à saúde, visto que a maioria de nós já consome uma quantidade adequada de proteínas? Aguardem um post sobre esse tema, em breve!

Como já falamos neste post, existem opções mais saudáveis e baratas do que os convencionais ovos de páscoa industrializados! E vale ressaltar que essas opções são preparadas com comida de verdade!!!

É preciso cuidar do corpo e da saúde, mas devemos fazer isso da forma mais natural, equilibrada e sem exageros – preferindo sempre que possível os alimentos, ao invés de suplementos ou produtos alimentícios ultra processados, que de comida de verdade não têm quase nada!

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Páscoa “salgada”? Saiba como fazer melhores escolhas

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

Para os cristãos, a Páscoa significa a ressurreição de Cristo. Porém, antes do surgimento do cristianismo, a Páscoa já era comemorada anunciando o fim do inverno e a chegada da primavera, de forma que esses antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos.

Mas por quê o ovo de Páscoa?

O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.

Na tradição cristã, o ovo aparece como uma renovação periódica da natureza. Trata-se do mito da criação cíclica. Em muitos países europeus, ainda hoje há a crença de que comer ovos no Domingo de Páscoa traz saúde e sorte durante todo o resto do ano. E mais: um ovo posto na sexta-feira santa afasta as doenças.

Fonte: O que é a festa da Páscoa?

A tradição de presentear com ovos de chocolate começou com os confeiteiros franceses, que recheavam ovos de galinha com chocolate após retirarem a gema e a clara e em seguida os decoravam. A partir do século XIX com o desenvolvimento da tecnologia os ovos passaram  a ser feitos totalmente de chocolate e essa tradição continua até hoje.

Para os amantes de chocolate, a Pácoa é uma ótima oportunidade para “enfiar o pé na jaca”. Mas cuidado com  os excessos! O consumo exagerado, além de favorecer o ganho de peso, pode aumentar a glicemia e causar quadros de diarreia.

Então a dica é: consuma com moderação e escolha opções com mais cacau.

O chocolate meio-amargo ou amargo são os mais saudáveis, pois possuem alta concentração de cacau (acima de 70%). O cacau possui flavonóides, epicatequinas e ácido galático que tem ação antioxidante e ajuda manter o coração e as células saudáveis. A regra é quanto mais escuro o chocolate, mais flavonóides ele tem, portanto mais saudável.

Evite os chocolates brancos, pois são feitos de manteiga de cacau, não possuem os flavonóides e possuem mais gordura.

Já o chocolate ao leite, por conter menor teor de cacau (pelo menos 25%), não carrega tantos benefícios como os amargos. Fique atento aos rótulos e à qualidade dessas versões, pois muitos podem conter gordura hidrogenada em excesso.

Devido ao preço elevado da manteiga de cacau, a maioria dos chocolates encontrados nas prateleiras dos supermercados brasileiros, usam outros tipos de gorduras mais baratas, além de aromatizantes e outros ingredientes pouco naturais.

Outro ponto que deve-se ressaltar é que no Brasil não é obrigatória a presença no rótulo da quantidade de cacau no chocolate e, por isso, a maioria das marcas não colocam essa informação. Porém não seria interessante que a indústria disponibilizasse esse dado para sabermos se estamos consumindo chocolate de verdade?

Fazendo uma busca, encontramos esse exemplo de “chocolate” disponível para as confeiteiras e também para a indústria montar os produtos a base de “chocolate”:

Os Ingredientes do produto: Açúcar, gordura vegetal hidrogenada, leite em pó integral, emulsificantes lecitina de soja e ricinoleato de glicerila, aromatizante e corantes naturais urucum e cúrcuma. Contém glúten. *Fonte: Nestlé Professional.  

Ficamos nos perguntado: onde está o cacau?

E como se não bastasse esse tipo de abuso ao consumidor, os preços dos ovos de chocolate estão bem altos! Além de 10% mais caros do que no ano passado, os ovos de Páscoa também apresentam enorme variação de preços. Produtos da mesma marca, tamanho e peso chegam a custar até 31% a mais, dependendo do lugar (veja reportagem aqui).

Fizemos uma pesquisa para comparar os preços das barras de chocolate  com os preços dos ovos de Páscoa e verificar qual sairia mais em conta. Para a pesquisa, foram utilizadas como base os preços das Lojas Americanas e do Pão de Açúcar. Para quem mora Brasília, fica a dica do Brasília $urreal, que postou esses dias uma pesquisa de um dos seguidores da página, sobre os preços de ovos de páscoa em diversos supermercados (confira as fotos aqui).

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Preços: Lojas Americanas.

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Preços: Lojas Americanas.

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Preços: Pão de Açúcar.

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Preços: Pão de Açúcar.

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Preços: Pão de Açúcar.

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Preços: Pão de Açúcar.

Mas por quê essa diferença toda? Em reportagem, a fabricante Nestlé, justificou que “
os ovos de Páscoa são mais caros quando comparados a uma barra de chocolate da mesma gramatura porque sua composição de custo é diferenciada, já que são produtos concebidos não somente para o consumo tradicional, mas para presentear e encantar. Sua produção e distribuição envolve uma série de necessidades específicas, como a contratação de mão de obra temporária, desenvolvimento de embalagens especiais, processo manual de embalagem, armazenamento e transportes especiais, entre outros. De toda forma, as opções tradicionais de produtos continuam disponíveis como uma alternativa de menor preço, sem nenhum reajuste relacionado à época do ano”. (veja reportagem completa aqui).

De qualquer forma, podemos concluir que a opção mais barata para presentear na páscoa são as barras de chocolate. Os ovos de Páscoa voltados especificamente para o público infantil, com embalagens chamativas e brindes, tem o preço ainda mais alto do que os ovos voltados para o público de jovens e adultos.

Enquanto os ovos infantis custam entre R$ 25,00 – 30,00, com cerca de 180 gramas, o ovo Galak, por exemplo, que é voltado para o público adulto, contém uma quantidade maior de chocolate (240g) e custa menos (R$ 23,99).

As embalagens e brindes, além de aumentarem o preço dos ovos, ainda incentivam o consumo por parte das crianças, já que elas irão preferir os ovos com brindes e com embalagem do seu personagem favorito – veja nesse post a influência que a embalagem exerce sobre as preferências das crianças.

Se você não quiser abrir mão dos famosos ovos de páscoa, uma opção interessante é buscar produtores artesanais do ovo, que muitas vezes têm preços mais em conta – mas fique atento à qualidade do chocolate! Fuja dos que são praticamente à base de gordura hidrogenada.

E se você gostar de se aventurar na cozinha, outra opção bem interessante é fazer o seu próprio ovo de páscoa. Compre barras de chocolate, forminhas, embalagens, chame as crianças e mãos na massa, ops, no chocolate!

Sugestões de tutoriais para fazer seu ovo de páscoa

Para fazer um ovo simples:

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Clique na foto para ver todas as imagens do tutorial.

 

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Clique na foto para ver o vídeo explicando como fazer o ovo de Páscoa.

Use a criatividade e enfeite com embalagens coloridas! E se você tiver um pouquinho mais de experiência na cozinha, ou quiser arriscar uma receita diferente, que tal um ovo de brigadeiro?

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Para ver a receita, clique na imagem.

Se não quiser rechear, também é possível fazer o brigadeiro tradicional e colocar por cima do ovo tradicional que você aprendeu a fazer lá na primeira sugestão. E se for com brigadeiro gourmet de café ou nozes?! Huuuuuuum!!!

ovo gourmet

Para ver as receitas, clique na foto.

Com todas essas informações, esperamos que as escolhas para a Pácoa desse ano sejam mais bem pensadas e que o espírito de renovação da Páscoa não se resuma a presentes caros e ovos cheios de marketing, mas sim a um momento de confraternização e de novas experiências com aqueles que amamos!

 

 

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