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Exibição do documentário Muito Além do Peso foi um sucesso!

Por Camila Araújo e Mariane Bandeira.

A exibição do documentário Muito Além do Peso, promovida pelo PropagaNUT na noite da última segunda-feira (8/7) na Livraria Cultura, foi um sucesso!

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Mesa Redonda – Renata Monteiro, Raquel Fuzaro, Eduardo Damasceno e Elisabetta Recine.

Renata Monteiro: professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília e coordenadora do PropagaNUT – moderadora da discussão.
Raquel Fuzaro: advogada, ativista social e mãe, membro do Movimento infância Livre de Consumismo.
Eduardo Damasceno: publicitário, sócio e diretor de criação da agência de comunicação Albergue Criativo e sócio e designer da empresa de objetos criativos dZáin.
Elisabetta Recine: professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília, conselheira do Consea e também uma das entrevistadas no documentário.

O evento contou com convidados especiais de diversas áreas, o que enriqueceu o debate, já que trouxe argumentos do ponto de vista acadêmico e da sociedade civil. Foi falado sobre políticas públicas e ações de Educação Alimentar e Nutricional nas escolas e de como elas têm um papel importante na formação e ensino de hábitos alimentares – mas como isso ainda é pouco explorado nas disciplinas e atividades escolares. Além disso, foi discutido também sobre as experiências de cada um em diferentes papéis – como mãe ou como indivíduo influenciado pela mídia, por exemplo -, sobre como os alimentos industrializados estão “arraigados” no nosso dia a dia e de como existe uma dependência do seu consumo na sociedade atual.

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Renata Monteiro – coordenadora do PropagaNUT.

A discussão contou ainda com a participação da plateia debatendo o seu ponto de vista sobre o tema, os impactos que o filme gerou, bem como a sua experiência com os filhos em relação ao contexto atual e a alimentação.

A equipe do PropagaNUT agradece a presença de todos que participaram dessa noite conosco. Esperamos ter contribuído um pouco mais para despertar a reflexão e conscientização a respeito dos problemas relacionados a má alimentação, com o consumo excessivo de alimentos industrializados, a influência da publicidade na formação dos hábitos alimentares e como tudo isso culmina no crescimento  da epidemia atual de obesidade.

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Equipe do PropagaNUT e convidados: Camila Leão, Renata Monteiro, Raquel Fuzaro, Eduardo Damasceno, Elisabetta Recine, Camila Araújo e Mariane Bandeira.

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Mesa redonda sobre Regulação da publicidade de alimentos – saiba um pouco do que foi discutido

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Aconteceu ontem (26/03) na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) a mesa redonda com o tema “Regulação da publicidade de alimentos: convergindo agendas de pesquisa, política e ação”. O debate foi coordenado por Fábio Gomes, nutricionista do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e secretário de Relações Exteriores da Associação Mundial de Nutrição e Saúde Pública, e contou com a participação de Jason Halford e Emma Boyland, pesquisadores do Departamento de Ciências Psicológicas do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade da Universidade de Liverpool no Reino Unido.

Jason e Emma se dedicam a investigar os efeitos da publicidade de alimentos sobre o comportamento de compra e consumo de alimentos não saudáveis. Seus estudos têm motivado a formulação de políticas de regulação da publicidade de alimentos para interferir positivamente na melhoria da alimentação de populações.

Durante o evento, os palestrantes britânicos trouxeram estudos que comprovam a influência das diversas mídias no aumento dos índices de obesidade, principalmente no público infantil, uma vez que são mais vulneráveis aos apelos da publicidade.

O objetivo da publicidade é vender uma marca e um estilo de vida, de forma que o indivíduo se torne fiel ao produto. A cada 1 dólar gasto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em programas para promover a alimentação saudável, são gastos 500 dólares pela indústria na publicidade de alimentos não saudáveis. Para se ter uma ideia, a Nestlé gastou 43 milhões de libras em propagandas na TV britânica, no ano de 2003. É uma luta muito difícil e injusta, o que deixa claro a necessidade de leis a fim de regulamentar esse tipo de marketing.

Um dado interessante exposto é o fato de que assistir televisão exerce efeito preditivo no ganho de peso, ou seja, quanto mais tempo a criança passa assistindo TV, mais ela engorda. Para cada hora gasta em frente à televisão, há um acréscimo de 2% na probabilidade de desenvolvimento de obesidade. E isso é alarmante, pois as crianças passam muito tempo em frente à TV. Pesquisas mostraram que além de favorecer o surgimento de transtornos alimentares, a TV também incentiva o consumo de junk foods, que fazem parte de 95% dos alimentos anunciados. E, segundo dados apresentados na discussão, crianças obesas aumentaram sua ingestão em mais de 150% quando expostas a esses anúncios.

Outro ponto discutido foi o fato de que muitas redes de fast food anunciam na publicidade as opções mais “saudáveis” do cardápio e utilizam esse fato para se autopromoverem como “amigas da saúde”. Todavia, não são esses os alimentos mais consumidos, e sim as opções não saudáveis, como relatam as pesquisas.

Debates como este precisam ser incentivados e divulgados pelo governo, pelas universidades e pela sociedade civil, uma vez que a obesidade é considerada um epidemia global, responsável pela maioria das mortes atualmente. Parabenizamos a UERJ pela realização desse evento, com a expectativa de que outros aconteçam.

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