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Saiba o que você está comendo: Sorvetes e picolés

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão

sorvete

 

No tempo quente, nada melhor do que um sorvete ou um picolé bem gelado para aliviar o calor, certo?! As crianças, então, adoram! E querem sempre, além do sorvete, todos aqueles complementos que enfeitam as sorveterias: caldas, chicletes, jujubas, granulados e por aí vai. Os complementos, a gente já sabe: não são nada saudáveis. Mas e os sorvetes? Ou os “inocentes” picolés de fruta? Você sabe o que tem dentro deles? Se não, vamos descobrir agora!

Analisamos a lista de ingredientes de sorvetes de 2 marcas famosas no mercado: Nestlé e Kibon.

Lista de ingredientes: Água, açúcar, leite em pó desnatado, gordura vegetal, xarope de glicose, amido, cacau em pó, lactose, óleo de milho, estabilizantes mono e diglicerídios de ácidos graxos, lecitina de soja e ricinoleato de glicerila, espessantes goma guar, goma jataí e carragena, aromatizantes. Contém Glúten. 

 

Lista de ingredientes: Água, açúcar, gordura vegetal, leite em pó desnatado, soro de leite, açúcar líquido invertido, óleo vegetal, xarope de glicose, cacau, emulsificantes mono e diglicerídeos de ácidos graxos e lecitina de soja, estabilizantes alginato de sódio e fosfato dissódico e aromatizantes.

Vamos lá:

– O segundo ingrediente da lista é o açúcar, ou seja, depois de água, o que mais existe em um sorvete desses é açúcar.

– Ainda sobre o açúcar, ele também aparece na lista de ingredientes com outros nomes: açúcar líquido invertido e xarope de glicose, ou seja, esses produtos contém MUITO açúcar.

– Ambos possuem godura vegetal – a famosa gordura trans.

– Os dois produtos são cheios de aditivos como corantes, estabilizantes, entre outros desses nomes indecifráveis pela população em geral.

A jornalista Francine Lima, do canal Do Campo à Mesa, fez um vídeo bem interessante sobre os sorvetes:

Além da falta de fruta e excesso de açúcar e gordura, podemos perceber que muitos desses fabricantes dos sorvetes mais vendidos enchem o produto de “ar” – quando descongela, o volume é bem menor do que esperamos estar comprando. Mais uma estratégia que prejudica e engana o consumidor… 

Agora vamos passar para os picolés:

Lista de ingredientes do picolé de limão: Água, açúcar, xarope de glicose, suco de limão, dextrose, proteína láctea, espessantes goma guar e goma jataí, acidulante ácido cítrico e aromatizante. Não Contém Glúten.

O problemas encontrados no sorvete se repetem nos picolés: muito açúcar, muitos conservantes e nesse caso, pouca fruta. As embalagens desses produtos contem imagens de frutas, o que pode levar o consumidor a acreditar que ao consumir esses produtos terá os mesmos benefícios de consumir a fruta in natura.

Hoje em dia, assim como mostrado no vídeo da Francine Lima, já estão disponíveis para compra, opções mais caseiras e saudáveis. Aqui em Brasília, nós já encontramos (provamos e aprovamos) uma: os picolés da Frutta Mesmo. Fabricados de forma artesanal, com fruta de verdade e sem os aditivos indesejados. E pra ficar melhor o fabricante ainda entrega em casa! 🙂

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Qual a melhor dieta do mundo?

Por Vanessa Musskopf (Fonte: Santa Dieta).

Por essa o Jamie Oliver não esperava: um professor de ciências de uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos emagreceu 17kg comendo apenas McDonald´s.  (Clique para ler a matéria completa!)

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Isso mesmo! Ao contrário do Morgan Spurlock no documentário “Super Size Me”, que engordou mais de 10 quilos e piorou consideravelmente sua saúde, o professor John Cisna seguiu um programa nutricional no qual as três refeições diárias somavam cerca de 2.000 calorias e as quantidades de carboidratos, proteínas, gorduras e outros nutrientes eram próximas do recomendado por médicos e nutricionistas.

Não quero discutir aqui o impacto negativo que consumir McDonald´s com suas tranqueiras comotransgênicos, aditivos químicos, sódio… tem na nossa saúde, mas o que esse Tiozinho nos mostrou é que QUALQUER DIETA funciona. Pois é… emagrecer todas emagrecem! Mas emagrecer com saúde são outros 500!

Na verdade, as dietas não são tão diferentes assim. A da proteína e até mesmo a vegan tem algo em comum. Não, eu não fiquei louca! Você já parou para pensar como que dietas tão diferentes levam ao mesmo resultado? 

Segue o raciocínio!

1. RESTRINGEM A QUANTIDADE CALÓRICA.

Sem milagres por aqui. Se uma pessoa consumia 5.000 calorias e passou a ingerir apenas 2.000, o resultado dessa conta a gente já sabe! Mas vale ficar atento ao tipo de restrição que a dieta prega. Já falei aqui (clica!) sobre os perigos de seguir regimes altamente restritivos.

Além disso, contar calorias não é a melhor forma de emagrecer com saúde, afinal não é preciso ser nenhum gênio para saber que existe muita diferença entre 2000 calorias de BigMac e 2000 calorias de salada, né?

2. ELAS FOCAM NA QUALIDADE NUTRICIONAL.

Quando feitas de forma correta e com acompanhamento, as dietas pressupõem que a gente evite alimentos altamente processados​​ e pobres em nutrientes, certo?

Os defensores da Paleo e low carb querem que você coma mais alimentos de origem animal e outros tipo de comida com elevados índices de proteína e gordura, e que sejam minimamente processados​​. Já os pró-Veganismo, por exemplo, também querem que você corte os industrializados e passe a comer alimentos mais naturais à base de plantas, ricos em fibras e antioxidantes.

O que elas têm em comum?

Todas estão falando para você comer… COMIDA! E se olharmos bem de perto, elas têm a mesma recomendação básica: comer alimentos nutritivos e cortar os industrializados​​. E fazer isso é mais importante para sua saúde do que ficar contando calorias!

3. TRAZEM NOVOS HÁBITOS.

Só o fato de você estar mais interessado na sua alimentação e prestar mais atenção no que você está comendo já faz muita diferença na sua saúde. Mas a criação de novos hábitos do tipo comer de 3 em 3 horas e beber 2 litros de água por dia, trazem muitos benefícios. E tanto faz se você está focada em cortar carbos, contar calorias, comer mais vegetais orgânicos ou aumentar a ingestão de proteínas.

4. AJUDAM A ELIMINAR DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS.

Quando nós estamos mais atentas ao processo de comer, gradualmente passamos a consumirmenos besteiras e começamos a escolher alimentos mais saudáveis, que consequentemente nos ajudam a sanar nossas deficiências nutricionais, passamos a nos sentir mais dispostas e acabamos dando os créditos para a dieta que estamos seguindo:

– Sou outra pessoa desde que comecei a seguir a Paleo.

– Minha pele é outra desde que cortei a Lactose. E nunca mais tive crises de renite também!!

Quantos depoimentos assim você já viu por aí? Às vezes essa transformação é tão dramática, que as pessoas se tornam verdadeiras talibãs da dieta XYZ. Mas em tese, bastava corrigir essa deficiência nutricional/alergia alimentar para que tudo na nossa saúde melhorasse. #pausaparareflexão 😉

5. ESTIMULAM O EXERCÍCIO FÍSICO!

Quem chega no consultório – de uma nutri ou de um endócrino – querendo emagrecer, escuta sempre a mesma recomendação: faça exercícios! Não importa o quão opostas sejam as“filosofias dietéticas” que esses profissionais seguem, se exercitar é consenso entre todos!

E no caso do professor que emagreceu 17kg comendo Mac, o que brilhou pra mim foi o impacto da atividade física nesse resultado. Ele saiu do ZERO para 45 MINUTOS de caminhadas diárias.

Quando uma pessoa se exercita regularmente e com uma boa intensidade, ela estáqueimando/usando/transformando o que ela come (seja um Quarteirão com queijo ou uma bela salada) em energia e não estocando como gordura extra! E se você ainda tinha dúvidas de que caminhar é um ótimo remédio para a saúde, que tal calçar o tênis e começar? 😉

Todo esse blábláblá é só para concluir que a melhor dieta do mundo na verdade

… é aquela que é melhor pra você.

Como eu disse lá em cima: QUALQUER DIETA – com uma boa dose de esforço – funciona. Pois é… emagrecer todas emagrecem! Mas emagrecer com saúde são outros 500! Por isso, não adianta tentar seguir a “dieta da moda” só porque sua vizinha perdeu 20kg comendo ovo e salsicha, afinal magreza não é sinônimo de saúde. Além disso, também não é preciso gastar rios de dinheiro para entrar em forma. Feijão e arroz também emagrecem quando inseridos num plano nutricional coerente para a sua saúde e o seu estilo de vida. 😉

Nota do PropagaNUT

Na reportagem, o professor que se submeteu ao experimento reforça que “são as nossas escolhas que nos engordam, e não o McDonald’s”. Bom, talvez até seja verdade, mas vale ressaltar que essas empresas têm grande influência nas escolhas alimentares por meio da publicidade, além da influência na situação global da obesidade, já que oferecem alimentos ricos em calorias, açúcar, sódio e gorduras. E como citado no texto: não se trata apenas de “engordar”, mas de ter qualidade de vida e uma boa saúde.

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Estudos Comprovam a Influência das Marcas e da Publicidade na Alimentação das Crianças

Por Camila Araújo e Camila Leão.

Sabe-se que o público infantil está cada vez mais exposto às mídias sociais, devido a inúmeros fatores, entre eles a maior carga horária de trabalho dos pais, a falta de segurança para brincar nas ruas, o maior acesso às tecnologias, etc. Tal exposição associada à enorme quantidade de publicidade direcionada a esse público, torna as crianças potenciais consumidores. Porém, o principal problema de se igualar as crianças aos adultos nessa lógica consumista, consiste na falta de capacidade de as crianças reconhecerem o caráter promocional e de julgamento entre uma propaganda e as características reais dos produtos, ao menos antes dos 6 anos de idade. A utilização de um mundo de diversão, aprendizado e entretenimento, associados a propagandas repletas de personagens infantis, cores e imagens, torna-se um atrativo praticamente irresistível para o público infantil.

Aliado a isso tem-se ainda a associação entre o consumo alimentar e entretenimento, estratégia frequentemente utilizada pela indústria conceituada como eaterteinment (comida + diversão), que influencia diretamente às crianças e consequentemente os pais. As indústrias de alimentos fazem muitos investimentos na divulgação de refrigerantes, doces, salgadinhos, cereais matinais, fast food, ou seja, alimentos os quais tendem a ser ricos em gorduras, açúcar e sal, bem como pobre em nutrientes.

Dadas as crescentes taxas globais de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis, muitos especialistas têm sugerido que a propaganda e a publicidade de tais alimentos contribuem para um ambiente “obesogênico” que torna as escolhas saudáveis mais difíceis, especialmente para crianças.

Muitos restaurantes fast food contam com alternativas, teoricamente, saudáveis no menu (por exemplo, maçãs como alternativa às batatas fritas), contudo, essas opções são pouco selecionadas para consumo – afinal, quem vai em um restaurante fast food, em geral, busca fast food!…

Um estudo realizado por Wansink et al. (2012) [2] investigou se 2 táticas de priming – o priming do modelo admirável e o priming dos alimentos saudáveis – poderiam influenciar crianças a realizarem escolhas mais saudáveis em restaurantes fast food.

O que é o priming?

O estudo define priming como “uma ativação não proposital de uma estrutura de conhecimento”. Ou seja, o priming seria a ativação de um processo cognitivo, em que informações do cérebro são ativadas. Assim, o indivíduo desencadeia um comportamento sem pensar conscientemente nele, de forma “automática”. É o que acontece quando dirigimos um carro, trancamos a porta de casa mas logo em seguida não lembramos se de fato fechamos, ou subimos escadas de um edifício, por exemplo.

O estudo foi realizado com crianças durante um acampamento de férias. O acampamento durou 4 semanas, sendo que todas as quartas feiras as crianças tinham a opção de escolher entre maçãs ou batatas fritas. Na condição controle as crianças eram questionadas sobre sua preferência, sem nenhuma interferência (priming). No priming do modelo admirável foram apresentadas 12 fotos, sendo 6 de personagens considerados “admirados” (como o Batman) e 6 dos “menos admirados” (como o Pinguim) pelas crianças, envolvendo um componente afetivo. Já no priming dos alimentos saudáveis foram utilizadas também 12 fotos, sendo 6 de alimentos saudáveis e 6 de não saudáveis, envolvendo um componente cognitivo.

Quando submetidas ao priming dos modelos admirados, 10 crianças de um total de 22 (45,5%) selecionaram as fatias de maçã ao invés da batata frita. No caso do componente cognitivo, apenas 4 optaram pela maçã e na condição controle, apenas 2 crianças. Assim, como resultado, o componente afetivo teve influência na escolha das crianças por alimentos mais saudáveis, ao contrário do componente cognitivo, que não influenciou suas escolhas.

O estudo sugere que talvez a estratégia de perguntar a uma criança “o que você acha que o Batman comeria?” seria uma boa opção para influenciar uma escolha mais saudável, principalmente em restaurantes fast food. Contudo vale lembrar que muitos restaurantes fast foods utilizam esses personagens do universo infantil para a divulgação de seus produtos não saudáveis, o que talvez possa confundir a criança quanto ao discernimento do que seria um exemplo a ser seguido.

Outro estudo que pesquisou sobre as influências na alimentação infantil, nesse caso, através da marca, foi realizado em 2007 por Robinson et al. O estudo teve como objetivo analisar se a presença de marcas nas embalagens influencia ou não a percepção das crianças a respeito dos alimentos. Foram apresentados alimentos iguais, porém alguns em embalagens do Mc Donald’s e outros em embalagens semelhantes, mas sem a marca estampada.

batata fritaParticiparam do experimento, crianças com idade entre 3 e 5 anos. Os resultados mostraram que a presença da marca nas embalagens influenciou as crianças, sendo que elas consideraram os alimentos ofertados nessas condições, como mais saborosos. Além disso também concluiu-se que aquelas crianças que assistiam mais televisão (mais submetidas ao marketing da empresa) e que consumiam lanches do Mc Donald’s com mais frequência foram as que mais preferiram os lanches com a marca. A pesquisa ainda ressaltou que as crianças que mais frequentam essa rede de fast food, podem ter preferido os alimentos com a marca, pois confiam, sabem da aprovação dos pais e conhecem a origem dos produtos.

Vale ressaltar que mesmo no caso de alimentos que não existiam no menu do Mc Donald’s, como por exemplo, as cenouras (na época ainda não estavam disponíveis no cardápio) foram escolhidas como mais saborosas quando apresentadas com a marca.

O estudo considerou que seria uma boa opção para essas marcas conhecidas ofertar alimentos saudáveis como forma de influenciar o consumo dos mesmos. Porém, no estudo anterior, vimos que quando isso foi feito as crianças continuaram optando pelos não saudáveis.

Relacionado a esse tema o PropagaNUT realizou um estudo em 2011 [1] que avaliou a influência da marca e da presença de personagens nas embalagens de alimentos voltados para o público infantil. O experimento foi realizado em duas escolas particulares do DF, sendo que as crianças tinham em média 5 anos. Foram apresentados alimentos (cereais matinais da marca Nestlé e suco de uva da marca Kapo) iguais, porém em embalagens diferentes. Foram oferecidas 24 pequenas amostras codificadas de produtos alimentícios, que compreenderam 12 pares de produtos: os seis primeiros pares corresponderam a cereais matinais, e os outros seis de suco artificial de fruta, sendo que foram constituídos de alimentos idênticos, porém expostos em embalagens distintas, previamente confeccionadas:

METODOLOGIA ANA DESENHADA

Cereal Matinal: exemplo de combinações utilizadas na metodologia para avaliar a influência da marca, do personagem e da ausência destes nas embalagens de alimentos industrializados.

Como resultado, o estudo mostrou que presença do personagem infantil na embalagem é um fator determinante na escolha dos alimentos, sendo que em alguns casos os participantes relataram diferenças específicas nas características, por exemplo, a crocância e a doçura dos alimentos que possuíam os personagens associados. Nesse caso a marca e outras variáveis sócio demográficas, como a idade, a presença da criança no momento das compras e a quantidade de TVs em casa (tempo de exposição a TV) não foram significativamente relevantes para influenciar a escolha. Isso pode ter ocorrido, devido ao tamanho da amostra ser pequeno e muito similar.

Destaca-se que no estudo de Robinson (2007) [3] foi comprovado que a marca é um fator que influencia a escolha entre os alimentos, o que não foi encontrado no estudo do PropagaNUT. Porém a diferença entre os dois pode ser explicada pelo fato de que a marca utilizado no primeiro foi o Mc Donald’s, amplamente conhecida e difundida, de fácil associação devido ao símbolo e as cores características, o que não acontece com as marcas utilizadas pelo estudo do PropagaNUT.

tumblr_inline_mpqlbvngCr1qz4rgpA partir dos resultados apresentados nos estudos citados, pôde-se perceber que a escolha e o estabelecimento da preferência alimentar infantil são influenciados pela presença da marca e, principalmente, pela presença de personagens infantis nas embalagens de produtos alimentícios. Esses resultados comprovam que o público infantil está suscetível a riscos com relação a sua formação e saúde. Isso leva ao questionamento da não regulamentação da publicidade dirigida a criança, em vista dos prejuízos por ela trazidos e maximizados, como é o caso do quadro da obesidade entre crianças e adolescentes brasileiros, que abrange proporções cada vez maiores. Assim, nota-se a visível necessidade do publico infantil ser protegido com relação as estratégias publicitárias utilizadas, e que sua regulamentação deve ser buscada incansavelmente, de modo que seja direcionada somente aqueles indivíduos capazes de discernir entre o caráter promocional de venda e as características reais do produto.

Fontes:

  1. Influência de Estratégias Persuasivas no Consumo Alimentar Infantil (Estudo do PropagaNUT, 2011)
  2. Wansink B., Shimizu M., Campas G. What would Batman eat?: priming children to make healthier fast food choices, Pediatric Obesity 7, 121–123, 2012.
  3. Robinson T. N.; Borzekowski D. L. G.; Matheson D. M.; Kraemer H. C. Effects of Fast Food Branding on Young Children’s Taste Preferences. Arch Pediatr Adolesc Med. 2007.

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Mc Donald’s querendo ser saudável?! #EraSóOQueFaltava

Por Camila Araújo e Camila Leão.

Essa semana o Mc Donald’s, em parceria com  a Clinton Foundation, anunciou que nos EUA, a partir de 2014, as Mc Ofertas poderão vir acompanhadas de batata frita (como de costume) ou de saladas, as quais vão acompanhar o tamanho do restante da oferta. Além disso a empresa diz que a propaganda do Mc Lanche (IN)Feliz será feita com água, suco (industrializado, rico açúcar e aditivos) ou leite como acompanhamento e não mais com refrigerante.

7270f-mcdsEm entrevista por telefone para o jornal USA Today, Don Thompson, CEO do Mc Donald’s, disse que ” Isso é muito sério. Vamos aumentar o acesso a frutas e vegetais para crianças não só dos Estados Unidos, mas do mundo inteiro”. Mas peraí, aumentar o acesso a frutas e vegetais associados ao consumo de um sanduíche rico em gordura e sódio? Até onde vai o benefício do estímulo ao consumo de alimentos saudáveis, quando associados a esse tipo de nutrientes? Além disso, vale lembrar que opções mais saudáveis em restaurantes fast food, normalmente, não são muito consumidas, pois as pessoas que frequentam esse tipo de restaurantes costumam optar, de fato,  pelos junk foods.

A diretora de Políticas Nutricionais do Center for Science in the Public Interest, Margo Wootan considera que essa mudança “transforma a refeição que era um desastre nutricional, em algo que se aplica a uma dieta saudável”. SAUDÁVEL?! No máximo menos pior…

Vale ressaltar que as frutas e vegetais servidos no Mc Donald’s vem adicionadas de conservantes! Se alguém deseja melhorar sua alimentação e aumentar o consumo de frutas e vegetais, que faça isso comprando o alimento in natura e de preferência orgânico, sem nenhum aditivo!

Veja a reportagem completa: http://usat.ly/1fs4qtF

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O Marketing de Alimentos e a Saúde Infantil

Por Camila Araújo e Camila Leão.

O que você acha no marketing de alimentos e bebidas dirigido às crianças? O site “caçadores de mitos sobre a comida” (Food MythBusters) traz uma reflexão sobre o conflito entre marketing de alimentos e o consumo de alimentos saudáveis e sobre a influência deste nos hábitos alimentares de crianças e adolescentes:

As grandes empresas de alimentos e bebidas gastam cerca de 2 bilhões ao ano com publicidade, para dizer às crianças e adolescentes o que elas devem comer, além de promoverem promoções e patrocínios.

Nos EUA as cadeias de fast food estão tomando o lugar das mercearias e mercados, reduzindo a disponibilidade de opções alimentares saudáveis.

Assustador? Com certeza, mas juntos, podemos trabalhar para reduzir este marketing predatório e levantar a bandeira de alimentos reais. Acreditamos que o marketing dirigido a crianças e adolescentes é uma crise de saúde pública!

Fonte: logo

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Alimentos maquiados? #EraSóOQueFaltava

Por Camila Leão. 

Quando uma pessoa vai participar de um programa ou de uma propaganda na tv, é normal que ela use alguma maquiagem, para esconder algo indesejado ou para ressaltar determinada qualidade. Isso não é novidade pra ninguém, certo?
Mas e as comidas? Será que o jeito que elas são mostradas na televisão corresponde a sua imagem real? Quando você compra, por exemplo, um sanduiche de uma rede de fast foods, o seu pedido vem igual ao da propaganda? Provavelmente não!

Isso ocorre, pois assim como as pessoas, os alimentos também são “maquiados” para que pareçam saborosos, suculentos e irresistíveis, e portanto, para que convençam o consumidor a comprá-los.

O vídeo abaixo (Os truques dos comerciais de comida: ajudando as crianças a entender os comerciais de tv) mostra como isso é feito:

“Você já se perguntou porque nas propagandas os hambúrgueres parecem tão gostosos? Vamos mostrar truques, por exemplo, como fazer um hambúrguer qualquer se tornar irresistível!? Para que o hambúrguer fique com uma aparência de grande e suculento, nós deixamos cada lado dele na chapa, por aproximadamente 20 segundos, ou seja, quando ele aparece na propaganda ele está praticamente cru. Isso faz como que ele não resseque e não diminua seu tamanho.
Em seguida nós queremos torná-lo especial; fazer com que pareça que ele foi feito no grill de sua casa. Para isso eu uso uma espécie de lâmina quente, criando as marquinhas que imitam o grill.
Quanto aos pães, eu procuro em meio a vários deles, até achar um com o tamanho e formato ideais, e então eu cuidadosamente colo grãos de gergelim nele, dando o toque final perfeito! Além disso, nós também não queremos que o pão fique oleoso, por isso colocamos um cartãozinho que impede a carne de entrar em contato com o pão.
Parece que o hambúrguer não ficou perfeitamente encaixado no pão, então eu vou fazer uma pequena cirurgia: Vou pegar uma tesoura, cortar um pedacinho e abrir mais a carne, para que assim pareça que ela é do tamanho certinho para o pão. Detalhe: vocês nunca verão isso, pois nós mostraremos apenas a frente do sanduíche.
Em seguida, nós vamos “pintar” nosso hambúrguer para que ele fique brilhoso e com uma boa aparência na televisão.
Para montar a salada, eu busco entre várias folhas de alface aquelas que estão com a melhor aparência e as coloco em água gelada, para que fiquem parecendo ainda mais crocantes. Depois eu as espeto no hambúrguer, usando alfinetes e garantindo a posição perfeita para a propaganda. Faço isso também com o tomate e com o picles.
Ele não ficou maravilhoso? Ele parece maior do que a maioria dos sanduíches que você compra em fast foods,
Quanto as batatinha fritas, eu escolho as maiores e mais douradas, depois as espeto em um isopor com palitos de dente, para que assim as embalagens pareçam sempre perfeitamente cheias.”

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Propaganda honesta da Coca Cola

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Como seria um comercial da Coca Cola se essa empresa fosse realmente sincera com seus consumidores?!

O vídeo abaixo cria esse comercial, de forma irônica e crítica, mostrando imagens que realmente são utilizadas nos comerciais da Coca Cola, mas com uma narração honesta a respeito de suas bebidas e das consequências de seus consumo.

“Há cerca de 125 anos nós estamos unindo as pessoas. Dentre as aproximadamente 650 bebidas que nós produzimos, atualmente existem 180 opções de baixa ou nenhuma caloria, sendo que mesmo com calorias reduzidas esses produtos ainda podem causas malefícios como a obesidade, hipertensão arterial, problemas renais, entre outros.

Além dessas 180, ainda são produzidas 470 bebidas altamente calóricas – com base em açúcares de rápida absorção e xarope de frutose. Esses produtos causam um pico de açúcar e de insulina no sangue, o que pode gerar inflamação e resistência à insulina, sendo que esses dois problemas podem ser causadores de outros mais graves como acidente vascular cerebral (AVC), doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, aumento do colesterol e câncer. A American Heart Association recomenda o consumo de no máximo 450 calorias por semana provenientes de bebidas açucaradas – a quantidade presente em aproximadamente 3 latas de refrigerante.

As ações contra a obesidade dependem também do conhecimento da população, visto que é preciso considerar o fato de que as calorias não são todas iguais, e as calorias provenientes da Coca Cola não tem nenhum valor nutricional. Se você quer ter um estilo de vida saudável, você não deveria consumir nenhum de nossos produtos. Se você tomar Coca Cola você vai ficar cada vez mais gordo! A solução é simples e está bem em frente dos seus olhos: NÃO BEBA COCA COLA! Isto está matando você e a sua família!

Coca Cola: nós somos parcialmente responsáveis pelo problema da obesidade!”

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