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A FARSA DO FIM DOS QUADRINHOS NACIONAIS ou porquê não somos todos alienados a serviço de interesses mercantilistas

Texto retirado do site: Actions e Comics
swturmadamonica
O Tio Ultimate aqui participou ativamente das discussões no DPDC do ministério da Justiça sobre a nefasta publicidade infantil no nosso País ( como também a nefasta publicidade de medicamentos )  e fiquei surpreso com a tentativa de ludibriar a população com falsas teorias da conspiração que só têm o objetivo de beneficiar uma minoria de exploradores e riquíssimos empresários. Ao iniciar a construção de um artigo me deparei com o excelente artigo escrito por noQuadrinheiros e resolvi o reproduzir aqui com os devidos créditos:

Nessa semana uma notícia estapafúrdia e idiota está se propagando entre os fãs de quadrinhos. A origem está na Resolução n.163 de 13 março de 2014 do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança e ao adolescente a qual o tio Ultimate aqui considera um rande avanço na proteção de nossas crianças. Rapidamente espalharam-se notícias afirmando que a resolução determinaria o fim dos quadrinhos nacionais, o fim dos quadrinhos, o fim dos desenhos infantis na televisão e demais previsões apocalípticas, o que é uma mentira deslavada e absurda!
Infelizmente nos tempos de googlelização as pessoas leem as três primeiras linhas de qualquer coisa e param por aí, já com a opinião a respeito formada. E se você chegou até aqui sua pergunta foi a mesma que a minha quando li tais opiniões: elas têm algum tipo de fundamento?
Bom, uma notícia que sintetiza essa visão apocalíptica com algum fundamento e também com algum exagero pode ser vista aqui. O raciocínio é o seguinte: todo e qualquer produto (seja um quadrinho, um desenho etc.) necessita de propaganda para poder vender no mercado, logo, se não há propaganda, não há como o produto se manter no mercado. A resolução, segundo o texto citado, é muito ampla e portanto tudo poderia ser considerado como propaganda abusiva, até mesmo capas de gibis etc. Logo, sem propaganda permitida, os quadrinhos nacionais e desenhos estariam fadados ao fim, uma vez que não poderiam mais ser divulgados. A mesma sentença valeria para os desenhos animados, dada a falta de anunciantes infantis, e não seriam mais rentáveis para os canais de televisão. O cenário da matéria ainda é mais sombrio: seria também o fim de bonecos colecionáveis etc.
Isso é correto? Vejamos.
A resolução, que você pode ler por si mesmo aqui, define comunicação mercadológica “toda e qualquer atividade de comunicação comercial, inclusive publicidade, para a divulgação de produtos, serviços, marcas e empresas, independentemente do suporte, da mídia, ou do meio utilizado”. Essa definição de comunicação mercadológica é bem ampla e deu margem às previsões apocalípticas da matéria citada. Porém, o que não é citado é que a resolução dispõe sobre aabusividade da comunicação mercadológica, e também define o que é consideradoabusivo:
 
“Considera-se abusiva, em razão da política nacional de atendimento da criança e do adolescente, a prática do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança, com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço e utilizando-se, dentre outros, dos seguintes aspectos:
 
I – linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores;
II – trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;
III – representação de criança;
IV – pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;
V – personagens ou apresentadores infantis;
VI – desenho animado ou de animação;
VII – bonecos ou similares;
VIII – promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e
IX – promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil”.
 
A resolução é um tanto ampla também, especialmente porque utiliza o termo “dentre outros”. Porém, ao definir minimamente o que pode ser considerado abusivo, já está a própria brecha para que toda e qualquer propaganda NÃO SEJA CONSIDERADA ABUSIVA.
Além do mais é a publicidade voltada para a criança e ao adolescente é que vai ser de alguma forma regulamentada e não toda e qualquer  publicidade de produtos voltados para a criança e adolescente. Qual a diferença? Simples. Uma propaganda, digamos sobre um tênis do Superman será voltada ao adulto, ou seja, aos responsáveis pela criança (que em última instância é quem decide sobre o que ela irá consumir) e não à criança. Portanto, caso a resolução seja colocada em prática, é mais correto dizer que tais propagandas não vão simplesmente acabar, mas serão redirecionadas aos responsáveis por crianças e adolescentes.
Maurício de Sousa, que dispensa maiores apresentações, criticou abertamente a resolução e é óbvio que as empresas que lidam com produtos e publicidade para crianças e adolescentes estão temerosas. Mônica de Sousa tentou vincular a resolução a essa visão apocalíptica, mostrando não só desconhecimento sobre a resolução como obviamente defendendo os interesses da empresa de seu pai, que você pode ler na íntegra aqui.
Até entendo que nosso passado marcado por duas ditaduras nos deixe inquietos em relação à qualquer coisa que pareça censura, mas tem algum fundamento dizer que o mercado de quadrinhos nacionais, de desenhos, de produtos infanto-juvenis vai mesmo acabar? É óbvio que não. O máximo que irá acontecer é a mudança de viés dessas propagandas e, portanto, a viabilidade mercadológica de produtos voltados para crianças e adolescentes está assegurada. Sem razão para prever o fim dos quadrinhos nacionais e demais bobagens.
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Portas Abertas do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares (OBHA): Discriminação contra os estudantes obesos e os muito magros nas escolas brasileiras

Por Ada Bento e Camila Leão

Nesta terça feira, 11/3 o PropagaNUT participou de um evento organizado pelo OBHA, sobre Discriminação contra os estudantes obesos e os muito magros nas escolas brasileiras. A pesquisa foi desenvolvida pelo economista Luis Claudio Kubota, vinculado ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

A base de dados utilizada foi a da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde (MS).A amostra foi composta por alunos do nono ano, com uma faixa etária média entre 14 e 15 anos.

A principal variável utilizada foi a classificação como “muito magros”, “magros”, “normais”, “gordos” e “muito gordos”, sendo que essa foi uma variável autoclassificatória.

O gráfico abaixo apresenta os percentuais de ocorrência de comportamentos de risco, bullying, agressões e ferimentos, atividade física e relacionamento com os pais, entre todos os alunos de escolas píblicas que compuseram a amostra.

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Clique na imagem para ampliar.

Obs: Na versão completa do trabalho, está disponível a análise separada por sexo e por tipos de escolas (pública ou privada). Vale ressaltar, que não houve diferença significativa entre os dois tipos de escolas.

O gráfico mostra claramente, que tanto para os alunos obesos, quanto para os muito magros, há alguma diferença com relação aos indicadores analisados. Isso indica que esses alunos estão sofrendo discriminação dentro do ambiente escolar e algumas vezes até mesmo dentro de casa. Foi muito destacado tanto pelo pesquisador, quanto pelos ouvintes da palestra, que é importante que as políticas públicas foquem na obesidade e nas suas causas, e não no obeso. Quando uma ação sobre esse tema não é bem estruturada, a mesma pode ter efeito contrário, e estimular ainda mais o preconceito, como é o exemplo da imagem a seguir:

dia-contra-obesidade

Na pesquisa também foi avaliada a diferença entre consumo de alimentos saudáveis e não saudáveis, de forma que os alunos deveiram marcar quantos dias na da semana consumiam cada tipo de alimento. A tabela abaixo mostra os resultados encontrados.

Captura de Tela 2014-03-11 às 12.49.37

Clique na imagem para ampliar.

Durante a discussão foi ressaltado principalmente o fato de que os alunos que se consideraram “muito gordos” disseram consumir mais alimentos saudáveis e menos não saudáveis do que os “normais”.

As possíveis justificativas para esses resultados podem ser o fato de os “muito gordos” serem mais conscientes sobre o valor da alimentação, de adolescentes consumirem mais alimentos devido ao maior gasto energético durante essa fase da vida, ou ainda estarem mentindo; em busca de aprovação. Vale ressaltar ainda que esses dados são em termos de número de dias e não de quantidade consumida, ou seja, o adolescente pode referir consumir o alimento só um dia durante a semana,  porém consumi-lo em grande quantidade nesse único dia – ou vice versa.

Resultados como este mostram que ainda há muita discriminação com relação ao estado nutricional e que muitas vezes nem os pais e nem a escola sabem como lidar com isso, enfatizando a necessidade da criação de políticas públicas bem elaboradas sobre esse tema. A pesquisa na íntegra está disponível no link destacado acima.

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Novas regras para a rotulagem são propostas por Michelle Obama

Por Camila Araújo e Camila Leão.

Michelle Obama

A primeira dama dos EUA anunciou uma série de propostas para mudanças nas regras de rotulagem de alimentos do país. As mudanças foram salientadas ontem no site do The Guardian:

  1. Novas porções: serão mostradas quantas porções tem na embalagem inteira.
  2. Quantidade de calorias escrita em maior tamanho.
  3. Quantidade de calorias provenientes da gordura total não serão mais listadas separadamente.
  4. Acréscimo da informação sobre açúcares adicionados: separados dos açúcares naturalmente presentes no alimento.
  5. Acréscimo das informações sobre quantidade de vitamina D e Potássio.

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De acordo com a Primeira Dama, os pais merecem ter acesso à informação que eles precisam para fazer as melhores escolhas alimentares para seus filhos. Ela também comentou sobre o estudo publicado essa semana (falamos sobre isso aqui), ressaltando que a diminuição das taxas de obesidade em crianças é um sinal de que o esforço está dando resultados, mas que o país ainda está muito longe do fim dessa luta.

A proposta, que se for aceita pode custar até 2 bilhões de dólares para a indústria, ainda será avaliada e vai demorar alguns anos para ser colocada em prática, porém com certeza é imperativo que diretrizes como essa sejam atualizadas, tendo em vista o cenário do país com a obesidade crescendo em níveis epidêmicos.

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Com a volta às aulas… O que colocar na lancheira?

Por Camila Araújo. 

85152_ext_arquivoCom a volta às aulas, vêm também as dúvidas e preocupações para montar a lancheira da criançada. Mas com a rotina corrida e a falta de tempo de muitos pais, muitas vezes o que se encontra nas lancheiras são salgadinhos industrializados, bolinhos artificiais, biscoitos recheados, sucos de caixinha, entre diversos outros exemplos nada saudáveis, mas com certeza práticos.

Contudo, será que essa praticidade compensa? Quando observamos o teor nutricional desses alimentos (ou melhor, produtos alimentícios) e a saúde das crianças, aparentemente não… O documentário Muito Além do Peso retratou isso muito bem, mostrando o crescimento da obesidade infantil no país e no mundo.

Mas para tirar a dúvida, o PropagaNUT resolveu mostrar o problema de alguns dos alimentos mais comuns encontrados nas lancheiras e dar algumas dicas de como fazer uma lancheira mais saudável.

Lanche 1

ana-soja

Para visualizar as análises completas, clique nos links ao lado.

Bolinho Ana Maria – cheio de açúcar e gordura, além de muitos aditivos alimentares.

Suco de uva Ades – por ser a base de soja, muita gente pode achar que é melhor. Mas ele também possui muito açúcar e aditivos, além de adoçante, que não é tão indicado para ser consumido por crianças.

Opção mais saudável: bolo caseiro sem recheio e suco de fruta (dentro de uma garrafinha térmica).

Opção mais prática, viável e ainda saudável: bolo caseiro e suco industrializado*.

Lanche 2

tod-pas

Para visualizar as análises completas, clique nos links ao lado.

Toddynho – rico em açúcar, gorduras e aditivos alimentares.

Biscoito recheado Passatempo – alto teor de açúcar, aditivos alimentares, gorduras,  além de  utilizar fontes de gorduras que, possivelmente, são trans.  Também possui corante caramelo, que tem sido apontado como uma substância possivelmente cancerígena (mais especificamente, o caramelo IV, que é muito utilizado em refrigerantes – leia mais aqui).

Opção mais saudável: mix de aleaginosas e frutas secas e um iogurte* natural batido com fruta (dentro de uma garrafinha térmica).

Opção mais prática, viável e ainda saudável: mix de aleaginosas e frutas secas e um iogurte* saborizado (morango, ameixa, mel, etc) ou biscoito caseiro/biscoito simples* (sem recheio) e uma fruta.

*Acreditamos ser melhor não indicar nenhuma marca específica. Mas procure produtos que tenham reduzido teor de açúcar e gorduras, que sejam ricos em vitaminas e minerais (naturalmente presentes, se possível) e que utilizem poucos aditivos alimentares. Leia e compare os rótulos para fazer melhores escolhas.

Fonte das análises: Fechando Zíper.

Muitas vezes não é possível fazer o ideal, ou seja, o mais saudável – por isso existem tantas opções de industrializados que auxiliam nos momentos de “perrengue”. O grande problema é quando esses alimentos que deveriam ser exceção viram regra.

É importante que os pais dediquem um pouquinho a mais de seu tempo para a alimentação (e, consequentemente, para a saúde) de seus filhos e, para isso, planejamento é fundamental.  Entre algumas dicas do que os pais podem fazer para não perder tanto tempo na montagem do lanche estão:

  • Deixar as frutas já higienizadas e cortadas (para as que precisarem disso) na geladeira, nos potinhos que a criança vai levar na lancheira.
  • Preparar bolos e biscoitos no fim de semana, para ir oferecendo na lancheira da criança ao longo da semana.
  • Separar o bolo, o mix de castanhas e frutas ou o biscoito, por exemplo, na noite anterior à aula, nas porções que a criança vai consumir.
  • No caso de sanduíches, preparar a noite e deixar na geladeira, para que seja necessário apenas colocá-lo na lancheira.

Outras sugestões interessantes de lanches podem ser encontradas na página da nutricionista infantil Karine Durães,  no blog Comer para Crescer, bem como na página e no facebook de As delícias do Dudu.

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A Danone e o descumprimento à NBCAL

Por Camila Araújo e Camila Leão.

Milnutri-Site DanoneO produto Milnutri, lançado há pouco tempo pela Danone, é um composto lácteo voltado para crianças. Com relação a isso, a publicidade do produto não deixa claro para qual faixa etária ele é destinado, apesar de afirmar que o mesmo “foi desenvolvido especialmente para as crianças brasileiras”.

Quando se fala de alimentação infantil, é impossível deixar de pensar em segurança alimentar e nutricional, um direito humano e, portanto, uma obrigação do Estado.

Para os lactentes é somente a amamentação que atende aos três princípios básicos da segurança alimentar: qualidade, quantidade e regularidade. Nenhum outro alimento é capaz de se equiparar ao leite materno na sua qualidade, por se tratar de uma substância viva específica para os seres humanos. A ciência tem demonstrado as inúmeras vantagens do leite materno tanto para a nutrição quanto para a proteção contra as doenças da infância, além de ser forte aliado contra as doenças crônicas não transmissíveis que ocorrem na idade adulta, como diabetes, obesidade, câncer, alergias, entre outros.

Existem evidências da atualidade que mostram que a comercialização agressiva de substitutos do leite materno apresenta consequências drásticas sobre a amamentação e a mortalidade infantil. Estima-se que um milhão e meio de mortes de crianças abaixo de 5 anos poderiam ser evitadas se as taxas atuais de amamentação exclusiva alcançassem uma cobertura de 90% da população infantil nos países do terceiro mundo.

Visando promover, proteger e apoiar o aleitamento materno – uma das práticas mais simples e baratas de garantir a saúde infantil – foi criada a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL). A NBCAL conta com um conjunto de estratégias utilizadas para garantir a comercialização correta de alimentos e produtos  direcionados ao público infantil, principalmente às crianças de primeira infância.

A promoção comercial do Milnutri, conta com diversas estratégias, entre elas, peças publicitárias apresentadas na televisão, uma parte do site da empresa dedicada somente a este produto e uma página em redes sociais, que conta com uma seção chamada de “Escolinha de Nutrição”. A “Escolinha” tem a proposta de tirar as dúvidas dos pais a respeito da alimentação infantil, por meio de videoaulas com nutricionista e pediatra que apresentam informações técnicas e científicas sobre alimentação, nutrientes, crescimento e desenvolvimento das crianças em linguagem acessível. Além disso, o espaço também conta com videoaulas de receitas que utilizam o Milnutri entre os ingredientes, ou sugerem que seja realizado o consumo do produto juntamente com a receita preparada.

ESCOLINHA DE NUTRICAO

Clique para ampliar

ESCOLINHA DE NUTRICAO2

Ao analisar o conteúdo disponível nas redes sociais do produto, é possível perceber que todas as receitas apresentadas na “Escolinha” são preparadas com o composto lácteo (uma generosa quantidade dele) ou são indicadas para serem consumidas juntamente com o mesmo, de forma que todas as aulas têm o objetivo implícito de promover o consumo do novo produto da Danone. Além disso, apesar de não recomendar diretamente o consumo do composto, a “aula” com a nutricionista destaca os pontos positivos dos nutrientes que o produto contém. Pelo fato de o discurso ser realizado por uma profissional qualificada (a nutricionista), que tem total propriedade para falar sobre os nutrientes e a alimentação, isso pode exercer certa influência sobre os pais, deixando-os mais confiantes para oferecer o produto a seus filhos.

Outro aspecto que pode ser percebido na publicidade deste produto é a relação feita entre seu consumo e os sentimentos compartilhados entre pais e filhos como, por exemplo, afeto e carinho. Este tipo de marketing, leva os pais a crerem que, ao ofertar o produto para seus filhos, estarão fazendo o melhor por eles.

Foi observado que a Danone tem utilizado bastante os meios eletrônicos para promoção comercial do novo composto lácteo. A promoção foi observada não somente em sua página de redes sociais, mas também em uma reportagem (ou texto de opinião) de um blog pertencente a uma revista bastante famosa, direcionada aos pais com filhos na primeira infância – a revista Pais & Fillhos (já falamos disso aqui). Além disso, ao lado do texto, ainda havia a foto do Milnutri. Estaria ali por acaso?

Milnutri na pais e filhos

A estratégia de promoção na revista, por meio eletrônico, foi algo bastante sério, que gerou insatisfação e indignação de várias pessoas, principalmente de mães ativistas defensoras da amamentação e de uma alimentação saudável – que levou, até mesmo, a denúncias no CONAR.

E não pára por aí. Também foi observada uma promoção comercial com cartazes em um hipermercado de Brasília, no fim de dezembro do ano passado, que caracterizou uma infração à NBCAL. No mesmo, encontrava-se a divulgação do produto, dando a entender que estava inserido nas “mega ofertas” do hipermercado.

Infração Milnutri - hipermercado

As normas da NBCAL são claras ao afirmar que, caso seja realizada promoção comercial de formulas infantis de seguimento para crianças de primeira infância, como é o caso do Milnutri, é necessário incluir com destaque a advertência “O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS DOIS ANOS DE IDADE OU MAIS” ( Lei nº 11.265/2006) – o que não acontece no referido cartaz. É possível que a advertência esteja inserida em letras pequenas, abaixo da logomarca da Danone, porém a sua leitura é difícil e não está em destaque e, portanto, continua em desacordo com a norma.

Em função disso, cada vez mais se faz necessário monitoramentos constantes e contínuos para a fiscalização do cumprimento de códigos internacionais e das legislações nacionais, como a NBCAL, que protegem a amamentação do marketing não ético de produtos que com ela competem.

A difusão de informações claras, corretas e coerentes deve ser amplamente adotada e fiscalizada, de forma que o consumidor possa optar conscientemente por um produto no momento da aquisição. Considera-se essa condição indispensável para garantir a valorização da prática da amamentação contribuindo, desta forma, para a diminuição do desmame precoce.

Documentos interessantes:

Cartilha informativa: Alimentos para crianças de até 3 anos, bicos, chupetas e mamadeiras – IBFAN Brasil

– A legislação e o marketing de produtos que interferem na amamentação: um guia para o profissional de saúde – Ministério da Saúde

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Bolinho Bauducco “Roll Cake Brigadeiro”, será que é uma boa opção de lanche para seu filho?!

Por Camila Araújo e Camila Leão.

360x360_484674_1Tendo em vista o contexto atual de aumento nas prevalências de excesso de peso entre a população, em especial entre crianças e adolescentes, causada principalmente pelo consumo de alimentos ricos em gorduras trans e saturadas, sódio e açúcar, foi realizada a análise das informações nutricionais do bolinho Bauducco “Roll Cake Brigadeiro”.

Primeiro, vamos mostrar um pouco desse contexto:

A fase da vida que compreende a infância (5 a 9 anos) e a adolescência (10 a 19 anos) é um período de modificações fisiológicas, psicológicas e sociais (OPAS, 1998). Fatores hereditários, ambientais, psicológicos e nutricionais influenciam as diversas modificações desse período. Por ser uma fase marcada por transformações, acaba sendo também o período em que são construídos e consolidados os hábitos alimentares e o estilo de vida. Assim, fatores como auto-imagem, valores, necessidades fisiológicas, preferências pessoais, experiências e conhecimentos, busca por autonomia, questionamento dos padrões familiares, interação grupal e a mídia, especialmente a televisão, influenciam nas escolhas de crianças e adolescentes (Boccaletto & Mendes, 2009).

Pesquisas mostram que a publicidade tem como público-alvo as crianças, e não o decisor da compra, pois a linguagem e as imagens têm um apelo infantil, sendo as mensagens mais afetivas, apelando ao lúdico, o mundo sonhado pela criança, o super-herói, as brincadeiras com a turma, entre outros. Além disso, outra característica desse tipo de publicidade é a demora para que o produto em si seja apresentado, ressaltando que a conquista do público não está relacionada com o produto, mas sim, com o imaginário envolvido em seu consumo. Vale destacar ainda o fato de que, normalmente, nessas peças publicitárias, os atores infantis são sempre eutróficos (Pain & Reinert, 2013).

Estas características podem ser observadas na peça publicitária do bolinho Bauducco “Roll Cake Brigadeiro”, que apresenta um mundo ideal feito para as crianças, no qual tudo que ela deseja se realiza – por exemplo, bagunça no banho, muitas histórias antes de dormir, o cafuné da mãe, janelas que não quebram e, evidentemente, o produto anunciado.

Além disso, nenhuma informação nutricional, nem orientação para consumo relativo à saúde (por exemplo, que o consumo excessivo pode causar mal à saúde ou qual o limite diário a ser consumido) foi encontrada na peça publicitária em questão, assim como descrito no estudo de Pain & Reinert (2013). Também não foi encontrada nenhuma informação direcionada aos pais e estes, quando aparecem, participam apenas de maneira secundária no comercial (como a mãe fazendo cafuné ou a professora ministrando a aula).

Campanha da Bauducco – Reino das crianças

Descrição da campanha seguindo a produtora: Este filme faz parte da campanha criada para o lançamento dos bolinhos Roll e Duo, da Bauducco. Estreou no dia 14/9/11. O filme “Reino das Crianças”, começa a ser veiculado nos canais a cabo e, em seguida, na TV aberta, leva os espectadores ao mundo ideal das crianças, em que os banhos são brincadeiras que se estendem pelo chão do banheiro, os pais contam centenas de histórias na hora de dormir, todos têm direito a cafuné da mãe o dia todo e, na escola, a um lanchinho gostoso com os novos bolinhos da Bauducco.

Segundo Monteiro et al. (2008), 72% das propagandas de alimentos infantis no Brasil são de alimentos não saudáveis, e o impacto desses alimentos para os consumidores é facilmente sentido, visto que os casos de obesidade infantil têm aumentado no país e no mundo (Monteiro et al., 2008; Kelly et al., 2010).

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008 e 2009, as prevalências de obesidade na população adulta são de 12,5% entre os homens e 16,9% entre as mulheres. Já entre as crianças, o excesso de peso abrange cerca de 33,5% na faixa etária de 5 a 9 anos de idade – quase o triplo do valor encontrado na Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição de 1989 (IBGE, 2010). Em 20 anos, as prevalências de casos de obesidade foram multiplicadas por quatro entre os meninos (4,1% para 16,6%) e por praticamente cinco entre as meninas (2,4% para 11,8%) (IBGE, 2010).

Agora vamos às informações sobre o bolinho:

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

Porção de 38 g (1 unidade) ***

Quantidade por porção

% VD *
Valor energético

154 kcal = 647 kJ

8%

Carboidratos

22g

7%

Proteínas

2g

3%

Gorduras totais

6,5g

12%

Gorduras saturadas

4,6g

21%

Gorduras trans

0g

**

Gorduras monoinsaturadas

1,2g

**

Gorduras poli-insaturadas

0,4g

**

Colesterol

23mg

8%

Fibra alimentar

0,8g

3%

Sódio

57mg

2%

Vitamina B1 (Tiamina)

0,07mg

6%

Vitamina B2 (Riboflavina)

0,08mg

6%

Niacina

0,92mg

6%

Vitamina B6

0,08mg

6%

Cálcio

57mg

6%

* % Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal ou 8400 kJ.** Valor Diário não estabelecido*** Porção de referência de 60g.

Ingredientes

Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, ovo integral, açúcar, cobertura sabor chocolate (20%) [açúcar, leite desnatado, soro de leite, cacau em pó e gordura vegetal], recheio sabor chocolate (16%) [gordura vegetal, açúcar, cacau em pó, glucose, aromatizantes, emulsificante: lecitina de soja (INS 322), conservador: ácido sórbico (INS 200) e umectante: glicerina (INS 422)], calda (16%) [açúcar, glucose, aromatizante e conservador: ácido sórbico (INS 200)], glucose, confeitos açucarados (5%), cacau em pó, leite integral, sal, gordura vegetal, fosfato tricálcico, vitaminas: B1, B2, niacina, B6 e A, umectante: sorbitol (INS 420), emulsificante: mono e diglicerídeos de ácidos graxos (INS 471), fermentos químicos: bicarbonato de sódio (INS 500ii) e pirofosfato ácido de sódio (INS 450i), conservadores: ácido sórbico (INS 200) e propionato de cálcio (INS 282) e acidulante: ácido cítrico (INS 330). Contém Glúten.

ft_prod_1_161_pPrimeiramente, vale destacar que as informações nutricionais presentes no bolinho Bauducco “Roll Cake Brigadeiro” são apresentadas de forma bastante confusa, o que pode levar o consumidor a interpretar de forma errada as quantidades de cada nutriente que está ingerindo ou oferecendo a seu filho. Uma unidade do produto contém 38g e esta informação é ressaltada na tabela nutricional. Porém, ao lado desta encontram-se 3 asteriscos que remetem a uma legenda com letras minúsculas as quais informam que os valores apresentados são compatíveis com 60g do produto, ou seja, aproximadamente 1e ½ unidades. Este valor se mostrou inadequado, visto que é muito difícil o consumo dessa quantidade apenas – ou a criança consome um bolinho inteiro, ou dois. O quadro 2 mostra os valores referentes a uma unidade do bolinho.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL

Porção de 38g

Quantidade por porção

% VD *
Valor energético

98 kcal

5%

Carboidratos

13,93g

4%

Proteínas

1,26g

2%

Gorduras totais

4,11g

8%

Gorduras saturadas

2,91g

13%

Gorduras trans

0g

**

* % Valores Diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal ou 8400 kJ.** Valor Diário não estabelecido

Quadro 2. Informações Nutricionais presentes em uma unidade (38g) do bolinho Bauducco “Roll Cake Brigadeiro”.

Com base nas informações do quadros 1 e 2, bem como da tabela 1, é possível perceber que as gorduras totais do bolinho Bauducco “Roll Cake Brigadeiro” encontram-se em teores classificados como médios, enquanto as gorduras saturadas estão presentes em teores classificados como altos.

Já com relação à quantidade de açúcar, não foi possível realizar uma classificação, uma vez que o rótulo não informa a quantidade de açúcar (em gramas) que foi adicionado no produto. As únicas informações disponíveis quanto ao açúcar, especificamente, é que ele se encontra como o terceiro[1] ingrediente presente na lista de ingredientes do bolinho e como ingrediente do recheio, da cobertura e da calda, presente em altos teores (como primeiro ou segundo ingrediente desses últimos), de forma que a quantidade de açúcar provavelmente representa grande parte dos carboidratos do alimento.

Tabela 1. Referências do Semáforo Nutricional (Food Standarts Agency, 2007) quanto aos teores de gorduras totais, gorduras saturadas, açúcares e sódio.

Nutriente

Bolinho Bauducco

Médio teor

Alto teor

Gorduras totais

10,8g/100g

> 3g e ≤ 20g/100g

> 20g/100g

Gorduras saturadas

7,6g/100g

> 1,5g a ≤ 5g/100g

> 5g/100g

Açúcares

36,6g/100g *

> 5g a ≤ 12,5g/100g

12,5g/100g

Sódio

0,09g/100g

> 0,30g a ≤ 1,50g/100g

1,5g/100g

* Quanto aos “açúcares” do bolinho, foi considerada a quantidade total de carboidratos para a realização do cálculo, uma vez que o fabricante não discrimina a quantidade de açúcar adicionado.

Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira (2005), o consumo de gorduras totais não deve ultrapassar os limites de 15% a 30% da energia total da alimentação diária de um indivíduo adulto. Além disso, o total de gordura saturada consumida não deve ultrapassar 10% do total da energia diária, enquanto o total de gordura trans deve ser menor que 1% do valor energético total diário (no máximo 2g/dia para uma dieta de 2.000 kcal).

Já a I Diretriz sobre o consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular (2013), da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), recomenda que, para crianças, a ingestão de gorduras deve estar entre 25% e 35% (VET).

Se levarmos em conta que a quantidade de gorduras totais presentes em uma unidade do bolinho corresponde a 7,6% do Valor Diário, o consumo de uma unidade já é suficiente para atingir mais da metade da quantidade de gorduras que deve ser consumida em um dia (com base na recomendação de 15% do Guia Alimentar), tendo em vista que o indivíduo ainda irá consumir, pelo menos, mais 2 ou 3 refeições ao longo do dia. Vale ressaltar ainda, que esse Valor Diário é referente a uma dieta de 2.000kcal, um valor de referência para adultos. Quando esse %VD é aplicado à dieta de uma criança, esses percentuais ficam ainda mais críticos e o risco à saúde é ainda maior.

Quando analisado de acordo com a Diretriz da SBC (2013), esse valor de gorduras totais não se mostra tão elevado. Contudo, é importante pensar na qualidade dessa gordura, uma vez que a gordura saturada presente em um bolinho representa 13,3% do Valor Diário para a mesma, ultrapassando a recomendação de 10%, tanto do Guia Alimentar quanto da Diretriz da SBC, com o consumo de apenas um bolinho. Além disso, a tabela de informações nutricionais declara haver 0g de gordura trans na porção – apesar da lista de ingredientes citar o uso de gordura vegetal no produto.

Gordura Trans

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), regulamentou a indicação desta gordura nas informações nutricionais, através da resolução RDC nº 360 de 23 de dezembro de 2003, a qual preconiza que apenas os produtos que contenham ácidos graxos trans em quantidade menor ou igual a 0,2 g por porção sejam designados como zero trans.

É importante destacar que a indústria se baseia em porções estipuladas pela própria Anvisa; no entanto, o fato de a porção apresentar-se como isenta de trans não necessariamente assegura que o produto tenha sido produzido sem essa gordura (Santos et al., 2013).

Desta forma, observa-se que é exatamente este o artifício utilizado pelo fabricante: a declaração de que o produto voltado para crianças apresenta 0g de gordura trans (na porção), apesar de ter a presença de gordura vegetal entre os ingredientes do bolo.

Vale destacar ainda que, atualmente, os principais alimentos que contêm um significativo teor de ácidos graxos trans são: sorvetes, chocolates diet, barras achocolatadas, salgadinhos de pacote, bolos/tortas industrializados, biscoitos, bolachas recheadas, gorduras vegetais hidrogenadas, pães e produtos de panificação entre outros (Merçon, 2010).

Gordura Saturada

Para crianças maiores de dois anos e adolescentes de perfil lipídico normal, recomenda-se que a ingestão de gordura esteja entre 25% e 35% (VET) e < 10% de ácidos graxos saturados (Santos et al., 2013). Já para crianças maiores de dois anos e adolescentes com perfil lipídico alterado, a ingestão de gorduras deve se manter entre 25% e 35% para manutenção de ganho de peso e para crescimento normal. Contudo, a recomendação de ácidos graxos saturados, nesses casos, deve ser 7% do VET (Santos et al., 2013).

Tabela 2. Recomendação de ácidos graxos saturados (g) de acordo com o Valor Energético Total (VET) da dieta (kcal).

VET

Recomendação de gorduras saturadas

10% do VET

7% do VET

2000kcal

22g

16g

1800kcal

20g

14g

1500kcal

17g

12g

1200kcal

13g

9g

Em contrapartida, o bolinho Bauducco fornece cerca de 21% de gorduras saturadas (considerando que 22g é o máximo de gordura saturada que deve ser consumida) – tudo isso, tomando como base um indivíduo que consuma 2000kcal. Em geral, crianças consomem uma dieta com menor quantidade de calorias, o que representa uma quantidade bastante elevada de gordura saturada, aumentando os riscos à saúde, principalmente se a criança apresentar consumo excessivo/diário desse produto alimentício.

Açúcar

O Guia Alimentar (2005) também faz recomendações com relação ao consumo de açúcares simples. De acordo com o documento, o consumo de açúcares simples não deve ultrapassar 10% da energia total diária. Isso significa redução de, pelo menos, 33% (um terço) na média atual de consumo da população.

Como dito anteriormente, a tabela nutricional do bolinho Bauducco não apresenta a quantidade de açúcares adicionados, e sim os carboidratos totais do bolinho. Entretanto, em análise realizada no Laboratório Bromatológico Nacional – lbnanálises – no ano de 2011, foram apresentados resultados mais detalhados (figura 1). O laudo confirmou que 100g do produto continham 41,29g de açúcares (glicose e sacarose), ou seja, uma unidade do bolinho (38g) contém 15,69g destes açúcares.

Figura 1. Análise laboratorial da quantidade de açúcar presente no bolinho Bauducco “Roll Cake Brigadeiro”, realizada em 2011.

laudo roll cake

Classificando de acordo com o Semáforo Nutricional (Food Standarts Agency, 2007), este item ficaria na cor vermelha, indicando o alto teor de açúcar presente no produto. Quando comparado ao valor recomendado pelo Guia Alimentar, a quantidade de açúcar também é considerada alta, visto que 10% de uma dieta de 2000kcal representa 200kcal ou 50g de carboidratos, e uma única unidade do produto já representa cerca de 30% do valor recomendado pelo Guia.

É preciso que haja revisão da composição, da publicidade, e das informações nutricionais presentes na embalagem do produto, visto que estes encontram-se em desacordo com o que seria aceitável para a manutenção de um padrão alimentar saudável. Além disso, destaca-se que as informações presentes no rótulo, pelo fato de não serem claras, podem levar o consumidor à confusão no momento da compra e prejudicar a escolha do alimento.

Ao realizar a análise nutricional do bolinho Bauducco, conclui-se que este é um produto alimentício com elevados teores de açúcar e gorduras, principalmente gordura saturada. Este fato torna-o não recomendado para o consumo frequente por crianças.

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Nada alimenta mais que o gesto

Por Camila Araújo e Camila Leão.

Com o novo slogan “Nada alimenta mais que o gesto”, a Nestlé passa dos limites em tentar despertar o lado afetivo das mães em oferecer o melhor para seus filhos e, claro, com bastante amor…

leitteAo colocar uma personalidade famosa na peça publicitária eles apelam para a identificação e influência que pessoas como ela têm sobre o seu público. As pessoas são levadas a pensar: “Se a Claúdia Leitte, uma mulher famosa e bem sucedida, oferece a papinha Nestlé ao seu filho, por quê não oferecer também?”.

Eles fazem a mãe acreditar que “na correria” do dia a dia, as suas papinhas são a melhor opção, porém, já falamos aqui no blog como elas não têm tanta qualidade assim, devendo ser consumidas apenas em ocasiões específicas.

publicisleitte

Nova campanha das Papinhas Nestlé® traz Claudia Leitte e seu filho.

Para quem ficou curioso, o vídeo da campanha:

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