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#EraSóOQueFaltava – Frango “grelhado”

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Os congelados vendidos por aí não são saudáveis – isso é uma coisa que a maioria das pessoas já sabe.

Entretanto, muitos deles tentam vender uma promessa que não é cumprida. Vejam só o que uma seguidora do blog encontrou no supermercado:

Olá, meninas!

Vi essa embalagem de frango congelado no Pão de Açúcar e lembrei de vocês na hora. Olha que horror: diz “filezinho de frango – grelhado”, uma recomendação para qualquer um que está de dieta, não é mesmo? Aí você lê a descrição do produto e descobre que ele é frito! Para completar, diz ser sem gordura trans, mas usa gordura vegetal, tem muuuuito sódio e a lista de ingredientes é uma beleza… Argh!
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Comentário e imagens falam mais do que mil palavras…
Frango frito que se diz grelhado? #EraSóOQueFaltava, não é mesmo?!
É por essas e outras que reforçamos: não acredite em tudo que a propaganda e/ou a embalagem te fala. O maior objetivo dela é chamar a sua atenção, visando a venda. E a saúde do consumidor, como fica? Essa só o próprio indivíduo pode garantir se informando melhor sobre o que consome…

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Web Série Ninho: “Saber tudo que tem, faz bem”

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

NINHO-SABER-TUDO-QUE-TEM-FAZ-BEMA Nestlé desenvolveu uma web série de 4 episódios no YouTube que fala sobre o processo de produção do Leite Ninho. Cada episódio conta com a participação de uma mãe que trabalha na empresa atuando no processo de desenvolvimento do produto e outra que é consumidora. A ideia do projeto é que a empresa explique para o consumidor como o produto é feito, de forma que a mãe possa confiar nele como sendo uma boa opção para seu filho. Se você ainda não assistiu à série, seguem os vídeos:

Essa estratégia de marketing é bastante eficiente, visto que leva as mães consumidoras a acreditarem que o produto é o melhor para seus filhos, já que outras mães, que tem as mesmas preocupações e cuidados e que conhecem de perto o processo de fabricação do produto, também fazem essa escolha.

Uma técnica utilizada durante essa web série, é o Green/Health Washing – todo o processo de produção apresentado, leva em consideração o bem estar dos animais e o cuidado com a natureza. No caso específico do Leite Ninho, não temos como afirmar se as coisas acontecem realmente como são apresentadas nos comerciais, porém de maneira geral, o que sabemos (principalmente através de documentários e textos sobre o tema) é que para as grandes empresas a única coisa que importa é maior produção e consequentemente, maior lucro.

Os vídeos abaixo ilustram bem esse tema:

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Clique para assistir ao vídeo.

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Clique para assistir ao vídeo.

 

OBS: O segundo vídeo contém imagens chocantes sobre o tratamento de animais nessas grandes empresas. Além disso, apresenta um discurso voltado para o vegetarianismo. Nosso objetivo não é convencer ninguém de que essa é a melhor opção, mas sim gerar uma reflexão sobre nosso sistema alimentar e sobre o cuidado com os animais.

O Leite Ninho

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Pensando no produto e nas qualidade que ele alega: é mesmo necessário o consumo de um leite fortificado, como é o caso do Leite Ninho?

Se os nutrientes não estiverem em uma forma biodisponível, ou seja, que garantam uma boa absorção pelo intestino, de nada adianta essa fortificação. O ferro presente, por exemplo, está na forma de pirofosfato férrico, que apresenta biodisponibilidade inferior à do sulfato ferroso (uma outra forma de suplemento de ferro, usualmente recomendada por médicos, e que ainda não é a mais biodisponível).

Além disso, o leite não fará milagre. Se a criança não tem uma alimentação saudável, esses nutrientes adicionados não irão suprir a necessidade.

Outro ponto que vale ressaltar é que a adição desses micronutrientes no leite pode induzir as mães a acreditarem que a criança já estará consumindo a quantidade suficiente de micronutrientes e não incetivar o consumo de frutas e hortaliças.

Desta forma, é possível utilizar um leite comum – o de caixinha, pasteurizado, ou o de saquinho, por exemplo – e incentivar hábitos alimentares saudáveis.

Vale lembrar que o Leite Ninho é recomendado apenas para crianças a partir de 6 meses. É importante que a criança seja amamentada exclusivamente pelo menos até os 6 meses de vida e, caso seja possível, de forma complementar até os 2 anos ou mais. Mas sempre converse com seu nutricionista e seu pediatra para avaliar qual é a melhor opção para seu filho.

 

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Pé de Danio?

Por Camila Araújo e Camila Leão.

Já viram a nova publicidade do iogurte Danio da Danone?

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O que você pensa quando vê um anúncio assim? Iogurtes crescendo em árvores?

Esse tipo de publicidade leva o consumidor a acreditar que o produto em questão é natural, pois se o iogurte está na árvore, ele possui ingredientes naturais ou até a mesma naturalidade de uma fruta, certo? ERRADO!

Primeiramente, vale ressaltar que o iogurte (como já é de conhecimento de todos, mas não custa nada lembrar) é um alimento preparado a base de leite, ou seja, a imagem já pode ser confusa ao associá-lo a uma árvore.

Depois, as versões do produto que “são de fruta”, provavelmente tem muito pouco de fruta mesmo – a fruta está presente no formato de calda, e apesar de ser o primeiro ingrediente da lista dessa “calda” ainda assim acreditamos que não esteja presente em quantidades muito significativas para oferecer algum benefício.

No caso dos Danios com sabores de frutas, estes estão muito longe do conceito de natural! Vamos dar uma olhada na lista de ingredientes:

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Clique na imagem para ampliar.

São 22 ingredientes, sendo vários deles aditivos alimentares, como corantes, espessantes e conservantes.

Já a versão tradicional, possui menos ingredientes em sua lista, quando comparado à versão com fruta:

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Clique na imagem para ampliar.

Entretanto, ainda possui açúcar e alguns aditivos que poderiam ser evitados. Como já dissemos inúmeras vezes, quanto mais natural um produto for e a menor a sua lista de ingredientes, melhor! Encontramos uma opção industrializada mais interessante – os iogurtes naturais. Compare as listas de ingredientes abaixo com a do Danio.

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A lista de ingredientes dos iogurtes naturais é bem menor, perceberam? Para muitas pessoas, o sabor desta versão pode não ser muito agradável (normalmente eles são bem azedinhos), porém uma ótima opção é batê-los com frutas e se ainda assim sentir necessidade, adoçar com um pouquinho de mel ou açúcar mascavo (lembrando da grande vantagem que é poder escolher as  quantidades).

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Outra opção que pode ser interessante é preparar o iogurte em casa! Além de retomar a importância de “ir para a cozinha”, esse momento pode ser de integração com a família, por exemplo, com a participação das crianças no processo. Ah, e vale lembrar que preparar em casa custa bem menos do que já comprar pronto.

– Confira uma receita no Blog da Mimis.

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Ovo de chocolate mofado?! #EraSóOQueFaltava de Páscoa!

A Páscoa já passou, mas gostaríamos de divulgar o que aconteceu com a coordenadora do PropagaNUT durante os festejos:

“Prezados, cuidado com os filhos de vocês!! A lembrancinha do ovo de Páscoa que minha filha ganhou de uma amiga… Ainda bem que ela estava sendo supervisionada ao abrir! Eca! Validade? Junho/2014! Tão revoltada, mas tão revoltada!!! Por isso e por outras que o consumismo precisa ser combatido!!! Por isso que, há anos, não compro ovo de Páscoa!”

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Com o aumento da demanda pelos ovos de chocolate durante esse período, muitas vezes a qualidade fica de lado – seja por parte do fabricante ou do lojista que estoca o produto. Como o consumidor não pode controlar essas variáveis, fiquem atentos à qualidade dos produtos, principalmente, quando o consumidor for uma criança.

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Manifesto: por um mundo com mais comida de verdade e menos derivados do Whey

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

Na era da globalização, em que a informação está acessível para praticamente toda a população, através dos mais diversos meios de comunicação – rádio, televisão, propagandas, jornais, revistas, internet, redes sociais – todos os dias surgem novidades, sobre tudo que pudermos imaginar, atingindo milhares de pessoas. Entre tudo o que é apresentado nesses meios, um tópico é muito recorrente: a preocupação com a saúde e com o corpo.

Se por um lado isso é bom, pois provavelmente essas pessoas buscarão ter hábitos de vida saudáveis, por outro elas podem “perder a medida” e se deixar ser influenciadas por informações que, muitas vezes, não são confiáveis.

Um ponto comum entre o cuidado com a saúde e a aparência é a alimentação. Principalmente através das redes sociais, todos os dias são compartilhadas informações, opiniões ou receitas estimulando a adoção de uma alimentação mais saudável. Entretanto, se formos acompanhar os grupos “fitness” e suas respectivas receitas, veremos que muitas vezes o foco é a hipertrofia ou a perda de peso a qualquer custo – sem se preocupar com os outros aspectos relacionados ao ato de comer, como por exemplo, o prazer de se alimentar, a cultura, a interação social e até mesmo com carências nutricionais devido a falta de micronutrientes, provenientes de uma alimentação variada e balanceada.

Um aspecto que é comum a quase todas as receitas sugeridas por esses grupos, é o uso excessivo de suplementos protéicos, em especial o Whey Protein, como ingredientes principais, que podem ser adicionados em todo tipo de preparação: bolos, brigadeiro, sorvete, panqueca, pão, e o que a imaginação sugerir.

Entendendo melhor sobre os suplementos alimentares

Qual a indicação dos alimentos para atletas?

Os alimentos para atletas são indicados para indivíduos com necessidades nutricionais específicas em decorrência de exercícios físicos.

Por que os praticantes de atividade física não foram contemplados na norma da ANVISA?

Uma dieta balanceada e diversificada é suficiente para atender as necessidades nutricionais de praticantes de exercício físico, visto se tratar dos indivíduos que praticam atividade física de forma regular ou esporádica com objetivo de promoção da saúde, recreação, estética, aptidão física, condicionamento físico, inserção social, desenvolvimento de habilidades motoras ou reabilitação orgânico-funcional.

Fonte: ANVISA.

RDC nº 18/2010

A grande tendência no consumo ocorre de tal forma, que o mercado lançou até mesmo um ovo de páscoa com Whey Protein.

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Imagem das redes sociais.

 

#EraSóOqueFaltava!

Será que todo brasileiro precisa suplementar proteínas? De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009) o consumo de proteínas pela população brasileira  é ligeiramente superior à recomendação do Guia Alimentar (de 10% a 15%), em especial nos adultos e idosos.

No que diz respeito à participação calórica das proteínas nas regiões do Brasil, a região Centro-Oeste obteve a segunda maior média do país, ficando atrás apenas da região Norte.

E será que o consumo dos suplementos, da forma exagerada que esses grupos “pregam”, não acarretaria problemas à saúde, visto que a maioria de nós já consome uma quantidade adequada de proteínas? Aguardem um post sobre esse tema, em breve!

Como já falamos neste post, existem opções mais saudáveis e baratas do que os convencionais ovos de páscoa industrializados! E vale ressaltar que essas opções são preparadas com comida de verdade!!!

É preciso cuidar do corpo e da saúde, mas devemos fazer isso da forma mais natural, equilibrada e sem exageros – preferindo sempre que possível os alimentos, ao invés de suplementos ou produtos alimentícios ultra processados, que de comida de verdade não têm quase nada!

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Danoninho: leite e fruta?

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Vocês já viram a nova propaganda do Danoninho?

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Clique na imagem para ver o vídeo.

Ela fala que o Danoninho possui “o cálcio do leite”, “a vitamina e a fruta”, além da “energia pra brincar”. Olhando assim, não parece nada demais – “Ah, então o Danoninho e os petit suisses em geral são uma mistura de leite e fruta”. Mas não é bem por aí. De onde vem aquela consistência e o sabor docinho, já pararam pra pensar? Então vamos observar a sua lista de ingredientes para analisar melhor:

danoninho - lista de ingredientes

Clique na imagem para ampliar

“Mas espera aí, não era só leite e morango?”

Na verdade, não. Basta observar essa lista com 30 ingredientes – e não apenas 2, como somos levamos a pensar com um tipo de propaganda como essa. Além do fato de a propaganda ser direcionada ao público infantil (que pode usar a desculpa de que o produto é saudável e ficar pedindo aos pais insistentemente, porque viu “passando na TV”), ela ainda a passa uma mensagem enganosa para os pais desavisados, que não conferem as informações ali passadas com as informações dos rótulos.

Além disso, na propaganda a criança diz que o danoninho tem “a vitamina e a fruta”, porém quando prestamos atenção na lista de ingredientes, vemos que de morango só tem a polpa – provavelmente em uma pequena quantidade. Quanto às vitaminas, todas são adicionadas artificialmente.

Aí os pais se perguntam: “Nossa, mas meu filho gosta tanto de danoninho, o que eu faço?”

Para ajudá-los nesse momento, o pessoal do Fechando o Zíper e a Thais Ventura, responsável pelo blog As delícias do Dudu, fizeram o vídeo abaixo, que além de ensinar uma receita de Petit Suisse caseiro, ainda compara essa versão com a industrializada:

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Clique na imagem para ver o vídeo.

Então fica mais uma vez o lembrete: não confie nas propagandas e sempre confira os rótulos dos produtos que você deseja consumir. E melhor ainda para sua saúde e de seus filhos, se puder preparar receitas em casa, com ingredientes que você teria na sua cozinha, prepare!

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Chocolate ao leite saudável?!

Por Camila Araújo e Camila Leão (com contribuições de Letícia Medeiros).

Uma leitora do blog, nos mandou a seguinte foto essa semana:

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Seu relato: “Estava eu conscientemente enchendo a cara  de chocolate – porque comprei, no shopping, um fondue com morango, banana e chocolate ao leite -, quando vi o que estava escrito no potinho. Fiquei indignada! Vocês acreditam que estava escrito que esse produto é saudável? E DUAS vezes?”

Será que só o fato de um produto conter frutas, já é suficiente para considerá-lo saudável?  #EraSóOQueFaltava!

Atualmente, essa é uma das principais estratégias da indústria de alimentos: o nutriwashing.

E o que é o nutriwashing?

É uma estratégia de marketing que faz o consumidor acreditar que o produto é “saudável”, “natural”, “sem conservantes”, entre outros atributos, e, com isso, leva o indivíduo a consumí-lo sem nem se preocupar em ler o rótulo e conhecer melhor a composição nutricional do mesmo. Já falamos um pouco disso nesse post.

Mais uma vez lembramos: não acredite em tudo que vê! Existe muito mais nas “letrinhas pequenas” do que nos destaques da embalagem.

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