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#EraSóOQueFaltava – Frango “grelhado”

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Os congelados vendidos por aí não são saudáveis – isso é uma coisa que a maioria das pessoas já sabe.

Entretanto, muitos deles tentam vender uma promessa que não é cumprida. Vejam só o que uma seguidora do blog encontrou no supermercado:

Olá, meninas!

Vi essa embalagem de frango congelado no Pão de Açúcar e lembrei de vocês na hora. Olha que horror: diz “filezinho de frango – grelhado”, uma recomendação para qualquer um que está de dieta, não é mesmo? Aí você lê a descrição do produto e descobre que ele é frito! Para completar, diz ser sem gordura trans, mas usa gordura vegetal, tem muuuuito sódio e a lista de ingredientes é uma beleza… Argh!
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Comentário e imagens falam mais do que mil palavras…
Frango frito que se diz grelhado? #EraSóOQueFaltava, não é mesmo?!
É por essas e outras que reforçamos: não acredite em tudo que a propaganda e/ou a embalagem te fala. O maior objetivo dela é chamar a sua atenção, visando a venda. E a saúde do consumidor, como fica? Essa só o próprio indivíduo pode garantir se informando melhor sobre o que consome…

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Saiba o que você está comendo: Sorvetes e picolés

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão

sorvete

 

No tempo quente, nada melhor do que um sorvete ou um picolé bem gelado para aliviar o calor, certo?! As crianças, então, adoram! E querem sempre, além do sorvete, todos aqueles complementos que enfeitam as sorveterias: caldas, chicletes, jujubas, granulados e por aí vai. Os complementos, a gente já sabe: não são nada saudáveis. Mas e os sorvetes? Ou os “inocentes” picolés de fruta? Você sabe o que tem dentro deles? Se não, vamos descobrir agora!

Analisamos a lista de ingredientes de sorvetes de 2 marcas famosas no mercado: Nestlé e Kibon.

Lista de ingredientes: Água, açúcar, leite em pó desnatado, gordura vegetal, xarope de glicose, amido, cacau em pó, lactose, óleo de milho, estabilizantes mono e diglicerídios de ácidos graxos, lecitina de soja e ricinoleato de glicerila, espessantes goma guar, goma jataí e carragena, aromatizantes. Contém Glúten. 

 

Lista de ingredientes: Água, açúcar, gordura vegetal, leite em pó desnatado, soro de leite, açúcar líquido invertido, óleo vegetal, xarope de glicose, cacau, emulsificantes mono e diglicerídeos de ácidos graxos e lecitina de soja, estabilizantes alginato de sódio e fosfato dissódico e aromatizantes.

Vamos lá:

– O segundo ingrediente da lista é o açúcar, ou seja, depois de água, o que mais existe em um sorvete desses é açúcar.

– Ainda sobre o açúcar, ele também aparece na lista de ingredientes com outros nomes: açúcar líquido invertido e xarope de glicose, ou seja, esses produtos contém MUITO açúcar.

– Ambos possuem godura vegetal – a famosa gordura trans.

– Os dois produtos são cheios de aditivos como corantes, estabilizantes, entre outros desses nomes indecifráveis pela população em geral.

A jornalista Francine Lima, do canal Do Campo à Mesa, fez um vídeo bem interessante sobre os sorvetes:

Além da falta de fruta e excesso de açúcar e gordura, podemos perceber que muitos desses fabricantes dos sorvetes mais vendidos enchem o produto de “ar” – quando descongela, o volume é bem menor do que esperamos estar comprando. Mais uma estratégia que prejudica e engana o consumidor… 

Agora vamos passar para os picolés:

Lista de ingredientes do picolé de limão: Água, açúcar, xarope de glicose, suco de limão, dextrose, proteína láctea, espessantes goma guar e goma jataí, acidulante ácido cítrico e aromatizante. Não Contém Glúten.

O problemas encontrados no sorvete se repetem nos picolés: muito açúcar, muitos conservantes e nesse caso, pouca fruta. As embalagens desses produtos contem imagens de frutas, o que pode levar o consumidor a acreditar que ao consumir esses produtos terá os mesmos benefícios de consumir a fruta in natura.

Hoje em dia, assim como mostrado no vídeo da Francine Lima, já estão disponíveis para compra, opções mais caseiras e saudáveis. Aqui em Brasília, nós já encontramos (provamos e aprovamos) uma: os picolés da Frutta Mesmo. Fabricados de forma artesanal, com fruta de verdade e sem os aditivos indesejados. E pra ficar melhor o fabricante ainda entrega em casa! 🙂

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Patrocinío de empresas em eventos científicos

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão

Recentemente, recebemos mensagem de uma seguidora do Facebook sobre um evento que irá acontecer em setembro no estado de São Paulo. Se trata de um “Simpósio de Obesidade na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas da FMUSP”. A programação é bem interessante, como vocês podem conferir:

evento

 

Entretanto, observem o patrocínio/apoio do evento: Danoninho e Nestlé; empresas que têm entre sua gama de produtos, alimentos industrializados com alto teor de gordura, açúcares e energia, além de baixo teor de nutrientes, e que possivelmente podem estar associados com o aumento da prevalência do excesso de peso nesse público alvo do evento. Diante dessa situação, fomos questionadas sobre o possível conflito de interesse que esse tipo de patrocínio pode causar.

Na verdade diversos eventos que tratam sobre alimentação, nutrição e as comorbidades associadas a essas questões são patrocinados por grandes empresas nos fazendo questionar sobre a fidedignidade do que será abordado no evento.

Será que alguma informação pode ser transmitida de forma tendenciosa? De forma a incentivar o consumo de determinados produtos/alimentos, com alegações de saúde? Muito provavelmente sim. Ou até mesmo, apenas a simples presença dessas marcas, com o apoio ao evento, distribuição de amostras grátis, material científico, entre outros, pode transmitir ao profissional de saúde que essa é uma marca confiável, impassível de questionamentos. Muitos profissionais “”se encantam” com todo esse apoio e esquecem de ir conferir nas pratelerias, rótulos e bulas, por exemplo, se as informações das alegações conferem com as informações do produto em si. Pensando em produtos alimentícios: um iogurte pode ter a alegação de que tem pobióticos, “Lactobacillus vivos”, rico em fruta, porém se entre seus ingredientes não constarem significativos teores dos mesmos, tudo não passa de propaganda enganosa.

Então, será que esse patrocínio tem algum conflito de interesse? A resposta é sim! Por definição, conflito de interesse é um conjunto de condições que interferem em um julgamento, de forma que um interesse primário, como o bem estar do paciente, seja comprometido em detrimento de um secundário, como a divulgação de produtos que são comercializados por essas empresas. O fato de empresas como, Danone, Coca-Cola, Nestlé, patrocinarem esses eventos pode influenciar a forma como os profissionais irão interagir com seus pacientes, comprometendo sua integridade como profissional de saúde que busca promover saúde e difundir informações seguras e verdadeiras.

 

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A FARSA DO FIM DOS QUADRINHOS NACIONAIS ou porquê não somos todos alienados a serviço de interesses mercantilistas

Texto retirado do site: Actions e Comics
swturmadamonica
O Tio Ultimate aqui participou ativamente das discussões no DPDC do ministério da Justiça sobre a nefasta publicidade infantil no nosso País ( como também a nefasta publicidade de medicamentos )  e fiquei surpreso com a tentativa de ludibriar a população com falsas teorias da conspiração que só têm o objetivo de beneficiar uma minoria de exploradores e riquíssimos empresários. Ao iniciar a construção de um artigo me deparei com o excelente artigo escrito por noQuadrinheiros e resolvi o reproduzir aqui com os devidos créditos:

Nessa semana uma notícia estapafúrdia e idiota está se propagando entre os fãs de quadrinhos. A origem está na Resolução n.163 de 13 março de 2014 do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança e ao adolescente a qual o tio Ultimate aqui considera um rande avanço na proteção de nossas crianças. Rapidamente espalharam-se notícias afirmando que a resolução determinaria o fim dos quadrinhos nacionais, o fim dos quadrinhos, o fim dos desenhos infantis na televisão e demais previsões apocalípticas, o que é uma mentira deslavada e absurda!
Infelizmente nos tempos de googlelização as pessoas leem as três primeiras linhas de qualquer coisa e param por aí, já com a opinião a respeito formada. E se você chegou até aqui sua pergunta foi a mesma que a minha quando li tais opiniões: elas têm algum tipo de fundamento?
Bom, uma notícia que sintetiza essa visão apocalíptica com algum fundamento e também com algum exagero pode ser vista aqui. O raciocínio é o seguinte: todo e qualquer produto (seja um quadrinho, um desenho etc.) necessita de propaganda para poder vender no mercado, logo, se não há propaganda, não há como o produto se manter no mercado. A resolução, segundo o texto citado, é muito ampla e portanto tudo poderia ser considerado como propaganda abusiva, até mesmo capas de gibis etc. Logo, sem propaganda permitida, os quadrinhos nacionais e desenhos estariam fadados ao fim, uma vez que não poderiam mais ser divulgados. A mesma sentença valeria para os desenhos animados, dada a falta de anunciantes infantis, e não seriam mais rentáveis para os canais de televisão. O cenário da matéria ainda é mais sombrio: seria também o fim de bonecos colecionáveis etc.
Isso é correto? Vejamos.
A resolução, que você pode ler por si mesmo aqui, define comunicação mercadológica “toda e qualquer atividade de comunicação comercial, inclusive publicidade, para a divulgação de produtos, serviços, marcas e empresas, independentemente do suporte, da mídia, ou do meio utilizado”. Essa definição de comunicação mercadológica é bem ampla e deu margem às previsões apocalípticas da matéria citada. Porém, o que não é citado é que a resolução dispõe sobre aabusividade da comunicação mercadológica, e também define o que é consideradoabusivo:
 
“Considera-se abusiva, em razão da política nacional de atendimento da criança e do adolescente, a prática do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança, com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço e utilizando-se, dentre outros, dos seguintes aspectos:
 
I – linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores;
II – trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;
III – representação de criança;
IV – pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;
V – personagens ou apresentadores infantis;
VI – desenho animado ou de animação;
VII – bonecos ou similares;
VIII – promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e
IX – promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil”.
 
A resolução é um tanto ampla também, especialmente porque utiliza o termo “dentre outros”. Porém, ao definir minimamente o que pode ser considerado abusivo, já está a própria brecha para que toda e qualquer propaganda NÃO SEJA CONSIDERADA ABUSIVA.
Além do mais é a publicidade voltada para a criança e ao adolescente é que vai ser de alguma forma regulamentada e não toda e qualquer  publicidade de produtos voltados para a criança e adolescente. Qual a diferença? Simples. Uma propaganda, digamos sobre um tênis do Superman será voltada ao adulto, ou seja, aos responsáveis pela criança (que em última instância é quem decide sobre o que ela irá consumir) e não à criança. Portanto, caso a resolução seja colocada em prática, é mais correto dizer que tais propagandas não vão simplesmente acabar, mas serão redirecionadas aos responsáveis por crianças e adolescentes.
Maurício de Sousa, que dispensa maiores apresentações, criticou abertamente a resolução e é óbvio que as empresas que lidam com produtos e publicidade para crianças e adolescentes estão temerosas. Mônica de Sousa tentou vincular a resolução a essa visão apocalíptica, mostrando não só desconhecimento sobre a resolução como obviamente defendendo os interesses da empresa de seu pai, que você pode ler na íntegra aqui.
Até entendo que nosso passado marcado por duas ditaduras nos deixe inquietos em relação à qualquer coisa que pareça censura, mas tem algum fundamento dizer que o mercado de quadrinhos nacionais, de desenhos, de produtos infanto-juvenis vai mesmo acabar? É óbvio que não. O máximo que irá acontecer é a mudança de viés dessas propagandas e, portanto, a viabilidade mercadológica de produtos voltados para crianças e adolescentes está assegurada. Sem razão para prever o fim dos quadrinhos nacionais e demais bobagens.

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Web Série Ninho: “Saber tudo que tem, faz bem”

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

NINHO-SABER-TUDO-QUE-TEM-FAZ-BEMA Nestlé desenvolveu uma web série de 4 episódios no YouTube que fala sobre o processo de produção do Leite Ninho. Cada episódio conta com a participação de uma mãe que trabalha na empresa atuando no processo de desenvolvimento do produto e outra que é consumidora. A ideia do projeto é que a empresa explique para o consumidor como o produto é feito, de forma que a mãe possa confiar nele como sendo uma boa opção para seu filho. Se você ainda não assistiu à série, seguem os vídeos:

Essa estratégia de marketing é bastante eficiente, visto que leva as mães consumidoras a acreditarem que o produto é o melhor para seus filhos, já que outras mães, que tem as mesmas preocupações e cuidados e que conhecem de perto o processo de fabricação do produto, também fazem essa escolha.

Uma técnica utilizada durante essa web série, é o Green/Health Washing – todo o processo de produção apresentado, leva em consideração o bem estar dos animais e o cuidado com a natureza. No caso específico do Leite Ninho, não temos como afirmar se as coisas acontecem realmente como são apresentadas nos comerciais, porém de maneira geral, o que sabemos (principalmente através de documentários e textos sobre o tema) é que para as grandes empresas a única coisa que importa é maior produção e consequentemente, maior lucro.

Os vídeos abaixo ilustram bem esse tema:

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Clique para assistir ao vídeo.

a carne é fraca

Clique para assistir ao vídeo.

 

OBS: O segundo vídeo contém imagens chocantes sobre o tratamento de animais nessas grandes empresas. Além disso, apresenta um discurso voltado para o vegetarianismo. Nosso objetivo não é convencer ninguém de que essa é a melhor opção, mas sim gerar uma reflexão sobre nosso sistema alimentar e sobre o cuidado com os animais.

O Leite Ninho

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Pensando no produto e nas qualidade que ele alega: é mesmo necessário o consumo de um leite fortificado, como é o caso do Leite Ninho?

Se os nutrientes não estiverem em uma forma biodisponível, ou seja, que garantam uma boa absorção pelo intestino, de nada adianta essa fortificação. O ferro presente, por exemplo, está na forma de pirofosfato férrico, que apresenta biodisponibilidade inferior à do sulfato ferroso (uma outra forma de suplemento de ferro, usualmente recomendada por médicos, e que ainda não é a mais biodisponível).

Além disso, o leite não fará milagre. Se a criança não tem uma alimentação saudável, esses nutrientes adicionados não irão suprir a necessidade.

Outro ponto que vale ressaltar é que a adição desses micronutrientes no leite pode induzir as mães a acreditarem que a criança já estará consumindo a quantidade suficiente de micronutrientes e não incetivar o consumo de frutas e hortaliças.

Desta forma, é possível utilizar um leite comum – o de caixinha, pasteurizado, ou o de saquinho, por exemplo – e incentivar hábitos alimentares saudáveis.

Vale lembrar que o Leite Ninho é recomendado apenas para crianças a partir de 6 meses. É importante que a criança seja amamentada exclusivamente pelo menos até os 6 meses de vida e, caso seja possível, de forma complementar até os 2 anos ou mais. Mas sempre converse com seu nutricionista e seu pediatra para avaliar qual é a melhor opção para seu filho.

 

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Entenda os Açúcares e a Saúde segundo a Coca-Cola

Por Ada Bento e Camila Araújo

Recentemente o PropagaNUT recebeu um e-mail da Coca-Cola sobre a importância do açúcar para saúde:

instituto de bebidas coca-cola

O email dá acesso a um link com um texto que aborda os diversos mecanismos em que há envolvimento do açúcar e a importância desse nutriente. Destacamos algumas partes para reflexão:

QUALIDADE NA DIETA

“Em seu exame de dados relacionados à ingestão de açúcares e micronutrientes para o relatório Dietary Reference Intakes (DRI) de 2002 sobre carboidratos na dieta, o Institute of Medicine dos EUA descobriu que a ingestão muito alta ou muito baixa de açúcares adicionados estava associada à diminuição da ingestão de micronutrientes. O relatório sugeriu um nível de ingestão de 25% ou menos de calorias (energia) de açúcares adicionados à dieta total, baseado nos dados que mostraram ingestão diminuída de alguns micronutrientes em alguns grupos populacionais excedendo esse nível.”

Quando se fala sobre “açúcares”, podemos pensar em “carboidratos”. Os carboidratos são os componentes dos alimentos cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, sacarose (ou açúcar de mesa, que é adicionado em bebidas ou como ingrediente em receitas), mel, pães, farinhas, tubérculos (como batata, mandioca e inhame) e doces em geral (Fonte: Manual de orientação aos consumidores/ Anvisa). Contudo, pequenas e médias quantidades de carboidratos também podem ser encontradas em alimentos frescos, como frutas e vegetais.

Se pensarmos que uma pessoa tem um consumo moderado de carboidratos provenientes de frutas, muito dificilmente ela terá um prejuízo no aporte de nutrientes. Contudo, se uma pessoa tiver um consumo moderado de alimentos ricos em açúcar (sacarose), como é o caso de refrigerantes, muito provavelmente ela terá um déficit no consumo de nutrientes. Desta forma, se uma pessoa tiver um consumo exagerado de alimentos ricos em sacarose, as chances de deficiências nutricionais será grande.

CONTROLE DE PESO

“O relatório assinalou ainda que “[a] distribuição de macronutrientes na dieta de uma pessoa não é a força motriz por trás da atual epidemia de obesidade” e que “não há proporção ideal de gordura, carboidratos e proteínas na dieta para manter um peso corporal saudável, para perder peso ou para evitar o ganho de peso após a perda de peso. É a quantidade total de calorias ingeridas que é essencial.” Além disso, o relatório afirma que se o “valor calórico total é mantido constante, há pouco suporte para quaisquer efeitos sobre o consumo de energia e o peso corporal devido às calorias consumidas sob a forma líquida ou sólida. “

Será então que se consumíssemos 1000 calorias de Coca-Cola em um dia, seria a mesma coisa que se consumíssemos essas 1000 calorias provenientes de uma alimentação saudável? A resposta é não! Uma dieta balanceada é essencial para a perda de peso saudável, por isso, além da quantidade total de calorias é importante sim que haja uma distribuição equilibrada de macronutrientes na dieta e uma boa qualidade geral da alimentação.

DIABETES

“As causas do diabetes continuam a ser um mistério, embora os fatores genéticos e ambientais pareçam desempenhar um papel importante. A obesidade e a falta de exercícios são importantes na suscetibilidade ao diabetes tipo 2. Curiosamente, os açúcares não estão “fora dos limites ” para as pessoas com diabetes. Atualmente as recomendações nutricionais da American Diabetes Association (ADA) não fornecem diretrizes específicas para a ingestão de açúcares, exceto para observar que os açúcares e outros carboidratos podem ser substituídos um pelo outro em uma base de grama por grama”

No caso do diabetes, é importante destacar que fontes alimentares ricas em açúcar, como é o caso de refrigerantes, aumentam a glicemia muito rapidamente, de forma que as pessoas com diabetes não conseguem metabolizar esse excesso de açúcar de maneira eficiente, gerando os quadros de hiperglicemia e piorando a situação.

Qual a real intenção dessa empresa ao elaborar textos desses tipo? Divulgar informações científicas sobre saúde ou amenizar o seu lado, já que as principais críticas quanto ao seu produto mais famoso é o teor de açúcar?

Apesar de se respaldarem em literaturas científicas, vale destacar o provável conflito de interesse de algumas publicações e a interpretação tendenciosa, realizada pela Coca-Cola, sobre as publicações mais sérias.

Por definição, conflito de interesse é um conjunto de condições que interferem em um julgamento, de forma que um interesse primário, seja comprometido em detrimento de um secundário. Por isso, devemos ficar atentos àquilo que está sendo divulgado, pois por trás de um texto bem elaborado e com referências cientifícas, pode haver outros interesses diferentes daqueles que pensamos ser o primário.

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As Armas Secretas do Marketing de Alimentos

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

Já faz muito tempo que o marketing deixou de ser apenas propagandas inocentes sobre determinado produto ou conceito. Atualmente, ele pode ser definido mais como uma ciência, que estuda e conhece seu público alvo e sabe quais estratégias usar para convencê-lo. O marketing pode convencer milhões de pessoas sobre as ideias e realidades mais absurdas, provando que estas são as melhores opções que você poderia fazer.

food ind

Clique na imagem para assistir o vídeo.

Este pequeno vídeo tem uma poderosa mensagem que pode ajudar as pessoas a compreender sobre a forma como são bombardeadas diariamente por profissionais ultra capacitados, com o intuito de consumir todo tipo de produto industrializado, que não faz nenhum bem à saúde – individual ou do planeta.

É um vídeo fascinante. Tanto pela maneira como foi produzido (e conduzido) quanto pela reação da plateia com as informações que eram passadas. As expressões faciais e a falta de aplausos ao final da apresentação mostra o quanto a plateia ficou chocada com as informações.

De fato, nada torna a agricultura industrializada aceitável. Para mais informações, visite o site da organização que luta para combater essa questão.

Com informações de: awebic.com

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