Então… Até breve!

Equipe PropagaNUT – Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

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Gostaríamos de anunciar que os atuais responsáveis que administram o blog e as redes sociais do PropagaNUT estão deixando a equipe.

Foram 2 anos de muitas conquistas! Mas o projeto não acaba! As pesquisas e estudos de graduação, mestrado e doutorado continuarão a todo vapor!

Nos despedimos na certeza de que contribuímos para auxiliar a conscientizar as pessoas sobre as artimanhas da indústria de alimentos – seja por meio da publicidade ou de rótulos abusivos e/ou enganosos – e como eles podem prejudicar a nossa saúde.

Como “adeus” é muito definitivo, deixamos por aqui o nosso “até breve”!

🙂

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#EraSóOQueFaltava – Frango “grelhado”

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Os congelados vendidos por aí não são saudáveis – isso é uma coisa que a maioria das pessoas já sabe.

Entretanto, muitos deles tentam vender uma promessa que não é cumprida. Vejam só o que uma seguidora do blog encontrou no supermercado:

Olá, meninas!

Vi essa embalagem de frango congelado no Pão de Açúcar e lembrei de vocês na hora. Olha que horror: diz “filezinho de frango – grelhado”, uma recomendação para qualquer um que está de dieta, não é mesmo? Aí você lê a descrição do produto e descobre que ele é frito! Para completar, diz ser sem gordura trans, mas usa gordura vegetal, tem muuuuito sódio e a lista de ingredientes é uma beleza… Argh!
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Comentário e imagens falam mais do que mil palavras…
Frango frito que se diz grelhado? #EraSóOQueFaltava, não é mesmo?!
É por essas e outras que reforçamos: não acredite em tudo que a propaganda e/ou a embalagem te fala. O maior objetivo dela é chamar a sua atenção, visando a venda. E a saúde do consumidor, como fica? Essa só o próprio indivíduo pode garantir se informando melhor sobre o que consome…

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#EraSóOQueFaltava – Sorvete de pistache KIBON

Por Camila Araújo, Camila Leão e Mariane Bandeira.

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Quem mora em Brasília sabe que o calor e a secura vem castigando a população desde o mês passado. Buscando uma opção de sobremesa para se refrescar, uma das integrantes do PropagaNUT decidiu comprar um sorvete. Entre as várias opções de sabores disponíveis no mercado, ela optou pelo sabor pistache

Mas qual foi a sua surpresa ao observar o rótulo quando chegou em casa:

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O sorvete de pistache, na verdade NÃO TEM PISTACHE! Contém somente TRAÇOS de pistache.

#EraSóOQueFaltava!

Além deste “pequeno” detalhe, o sorvete desse sabor é vendido em um recipiente que contém menor quantidade (1,5L ao invés de 2L) e é proporcionalmente mais caro, quando comparado com as outras opções tradicionais (como creme, flocos ou napolitano, por exemplo). Se ele tivesse pistache, nós até entenderíamos o maior preço – afinal, o uso de castanhas entre os ingredientes tende encarecer o produto. Mas se ele contém apenas TRAÇOS de pistache, isso é um desrespeito com o consumidor!

Com isso lembramos mais uma vez sobre a importância de sempre ler os rótulos dos alimentos industrializados, principalmente antes da compra, para não chegar em casa e ter uma surpresa desagradável.

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Saiba o que você está comendo: Sorvetes e picolés

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão

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No tempo quente, nada melhor do que um sorvete ou um picolé bem gelado para aliviar o calor, certo?! As crianças, então, adoram! E querem sempre, além do sorvete, todos aqueles complementos que enfeitam as sorveterias: caldas, chicletes, jujubas, granulados e por aí vai. Os complementos, a gente já sabe: não são nada saudáveis. Mas e os sorvetes? Ou os “inocentes” picolés de fruta? Você sabe o que tem dentro deles? Se não, vamos descobrir agora!

Analisamos a lista de ingredientes de sorvetes de 2 marcas famosas no mercado: Nestlé e Kibon.

Lista de ingredientes: Água, açúcar, leite em pó desnatado, gordura vegetal, xarope de glicose, amido, cacau em pó, lactose, óleo de milho, estabilizantes mono e diglicerídios de ácidos graxos, lecitina de soja e ricinoleato de glicerila, espessantes goma guar, goma jataí e carragena, aromatizantes. Contém Glúten. 

 

Lista de ingredientes: Água, açúcar, gordura vegetal, leite em pó desnatado, soro de leite, açúcar líquido invertido, óleo vegetal, xarope de glicose, cacau, emulsificantes mono e diglicerídeos de ácidos graxos e lecitina de soja, estabilizantes alginato de sódio e fosfato dissódico e aromatizantes.

Vamos lá:

– O segundo ingrediente da lista é o açúcar, ou seja, depois de água, o que mais existe em um sorvete desses é açúcar.

– Ainda sobre o açúcar, ele também aparece na lista de ingredientes com outros nomes: açúcar líquido invertido e xarope de glicose, ou seja, esses produtos contém MUITO açúcar.

– Ambos possuem godura vegetal – a famosa gordura trans.

– Os dois produtos são cheios de aditivos como corantes, estabilizantes, entre outros desses nomes indecifráveis pela população em geral.

A jornalista Francine Lima, do canal Do Campo à Mesa, fez um vídeo bem interessante sobre os sorvetes:

Além da falta de fruta e excesso de açúcar e gordura, podemos perceber que muitos desses fabricantes dos sorvetes mais vendidos enchem o produto de “ar” – quando descongela, o volume é bem menor do que esperamos estar comprando. Mais uma estratégia que prejudica e engana o consumidor… 

Agora vamos passar para os picolés:

Lista de ingredientes do picolé de limão: Água, açúcar, xarope de glicose, suco de limão, dextrose, proteína láctea, espessantes goma guar e goma jataí, acidulante ácido cítrico e aromatizante. Não Contém Glúten.

O problemas encontrados no sorvete se repetem nos picolés: muito açúcar, muitos conservantes e nesse caso, pouca fruta. As embalagens desses produtos contem imagens de frutas, o que pode levar o consumidor a acreditar que ao consumir esses produtos terá os mesmos benefícios de consumir a fruta in natura.

Hoje em dia, assim como mostrado no vídeo da Francine Lima, já estão disponíveis para compra, opções mais caseiras e saudáveis. Aqui em Brasília, nós já encontramos (provamos e aprovamos) uma: os picolés da Frutta Mesmo. Fabricados de forma artesanal, com fruta de verdade e sem os aditivos indesejados. E pra ficar melhor o fabricante ainda entrega em casa! 🙂

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Dia do Nutricionista: pela valorização do profissional!

Por Ada Bento, Camila Araújo, Camila Leão e Mariane Bandeira.

Cada vez mais as pessoas se preocupam com a saúde e entendem que a alimentação é um fator chave para isso.

Talvez por isso, o curso de nutrição venha crescendo e se tornando tão popular entre os jovens que estão decidindo que profissão vão exercer.

Porém, ao mesmo tempo que mais profissionais chegam no mercado, um número de igual ou maior tamanho de pessoas leigas falam publicamente sobre alimentação e nutrição.

Não que isso seja errado. A troca de informações é super válida e com certeza acrescenta conhecimento. Mas a partir do momento que essas pessoas falam sobre nutrição como se fossem nutricionistas, aí sim, temos um problema.

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Um nutricionista estuda durante um mínimo de 4 anos, sobre diversos aspectos (sociais, individuais, hereditários, patológicos, entre muitos outros) que podem influenciar no tipo de alimentação que cada indivíduo deve adotar. O ato de comer, estar bem nutrido e ao mesmo tempo feliz e satisfeito com sua alimentação, é muito mais complexo do que alguns posts no instagram ou uma reportagem no Fantástico podem transparecer.

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CUIDADO! O que funciona para as bloqueiras, não necessariamente funciona para você! Não é porque o Globo Repórter mostrou o novo alimento da moda, que ele é esse milagre todo e fará bem para você!

Neste caso, vale a expressão “conheça-te a ti mesmo”, como dizia Sócrates. Aprenda a ouvir o que o seu corpo está falando. E conte com ajuda profissional para auxiliar nesse descobrimento sobre o seu corpo, seu metabolismo, seu biotipo, sua saúde, enfim, sobre você mesmo.

Por isso, em comemoração ao Dia do Nutricionista, fizemos este post para conscientizar a todos sobre a importância dessa profissão. Troque informações, vá em busca de conhecimento e de experiências de terceiros, isso com certeza irá te acrescentar muito. Entretanto, lembre-se que o profissional nutricionista é a pessoa mais indicada para cuidar da sua alimentação e consequentemente da saúde.

E viva os nutricionistas!

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Patrocinío de empresas em eventos científicos

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão

Recentemente, recebemos mensagem de uma seguidora do Facebook sobre um evento que irá acontecer em setembro no estado de São Paulo. Se trata de um “Simpósio de Obesidade na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas da FMUSP”. A programação é bem interessante, como vocês podem conferir:

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Entretanto, observem o patrocínio/apoio do evento: Danoninho e Nestlé; empresas que têm entre sua gama de produtos, alimentos industrializados com alto teor de gordura, açúcares e energia, além de baixo teor de nutrientes, e que possivelmente podem estar associados com o aumento da prevalência do excesso de peso nesse público alvo do evento. Diante dessa situação, fomos questionadas sobre o possível conflito de interesse que esse tipo de patrocínio pode causar.

Na verdade diversos eventos que tratam sobre alimentação, nutrição e as comorbidades associadas a essas questões são patrocinados por grandes empresas nos fazendo questionar sobre a fidedignidade do que será abordado no evento.

Será que alguma informação pode ser transmitida de forma tendenciosa? De forma a incentivar o consumo de determinados produtos/alimentos, com alegações de saúde? Muito provavelmente sim. Ou até mesmo, apenas a simples presença dessas marcas, com o apoio ao evento, distribuição de amostras grátis, material científico, entre outros, pode transmitir ao profissional de saúde que essa é uma marca confiável, impassível de questionamentos. Muitos profissionais “”se encantam” com todo esse apoio e esquecem de ir conferir nas pratelerias, rótulos e bulas, por exemplo, se as informações das alegações conferem com as informações do produto em si. Pensando em produtos alimentícios: um iogurte pode ter a alegação de que tem pobióticos, “Lactobacillus vivos”, rico em fruta, porém se entre seus ingredientes não constarem significativos teores dos mesmos, tudo não passa de propaganda enganosa.

Então, será que esse patrocínio tem algum conflito de interesse? A resposta é sim! Por definição, conflito de interesse é um conjunto de condições que interferem em um julgamento, de forma que um interesse primário, como o bem estar do paciente, seja comprometido em detrimento de um secundário, como a divulgação de produtos que são comercializados por essas empresas. O fato de empresas como, Danone, Coca-Cola, Nestlé, patrocinarem esses eventos pode influenciar a forma como os profissionais irão interagir com seus pacientes, comprometendo sua integridade como profissional de saúde que busca promover saúde e difundir informações seguras e verdadeiras.

 

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A FARSA DO FIM DOS QUADRINHOS NACIONAIS ou porquê não somos todos alienados a serviço de interesses mercantilistas

Texto retirado do site: Actions e Comics
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O Tio Ultimate aqui participou ativamente das discussões no DPDC do ministério da Justiça sobre a nefasta publicidade infantil no nosso País ( como também a nefasta publicidade de medicamentos )  e fiquei surpreso com a tentativa de ludibriar a população com falsas teorias da conspiração que só têm o objetivo de beneficiar uma minoria de exploradores e riquíssimos empresários. Ao iniciar a construção de um artigo me deparei com o excelente artigo escrito por noQuadrinheiros e resolvi o reproduzir aqui com os devidos créditos:

Nessa semana uma notícia estapafúrdia e idiota está se propagando entre os fãs de quadrinhos. A origem está na Resolução n.163 de 13 março de 2014 do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), que dispõe sobre a abusividade do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança e ao adolescente a qual o tio Ultimate aqui considera um rande avanço na proteção de nossas crianças. Rapidamente espalharam-se notícias afirmando que a resolução determinaria o fim dos quadrinhos nacionais, o fim dos quadrinhos, o fim dos desenhos infantis na televisão e demais previsões apocalípticas, o que é uma mentira deslavada e absurda!
Infelizmente nos tempos de googlelização as pessoas leem as três primeiras linhas de qualquer coisa e param por aí, já com a opinião a respeito formada. E se você chegou até aqui sua pergunta foi a mesma que a minha quando li tais opiniões: elas têm algum tipo de fundamento?
Bom, uma notícia que sintetiza essa visão apocalíptica com algum fundamento e também com algum exagero pode ser vista aqui. O raciocínio é o seguinte: todo e qualquer produto (seja um quadrinho, um desenho etc.) necessita de propaganda para poder vender no mercado, logo, se não há propaganda, não há como o produto se manter no mercado. A resolução, segundo o texto citado, é muito ampla e portanto tudo poderia ser considerado como propaganda abusiva, até mesmo capas de gibis etc. Logo, sem propaganda permitida, os quadrinhos nacionais e desenhos estariam fadados ao fim, uma vez que não poderiam mais ser divulgados. A mesma sentença valeria para os desenhos animados, dada a falta de anunciantes infantis, e não seriam mais rentáveis para os canais de televisão. O cenário da matéria ainda é mais sombrio: seria também o fim de bonecos colecionáveis etc.
Isso é correto? Vejamos.
A resolução, que você pode ler por si mesmo aqui, define comunicação mercadológica “toda e qualquer atividade de comunicação comercial, inclusive publicidade, para a divulgação de produtos, serviços, marcas e empresas, independentemente do suporte, da mídia, ou do meio utilizado”. Essa definição de comunicação mercadológica é bem ampla e deu margem às previsões apocalípticas da matéria citada. Porém, o que não é citado é que a resolução dispõe sobre aabusividade da comunicação mercadológica, e também define o que é consideradoabusivo:
 
“Considera-se abusiva, em razão da política nacional de atendimento da criança e do adolescente, a prática do direcionamento de publicidade e de comunicação mercadológica à criança, com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço e utilizando-se, dentre outros, dos seguintes aspectos:
 
I – linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores;
II – trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;
III – representação de criança;
IV – pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;
V – personagens ou apresentadores infantis;
VI – desenho animado ou de animação;
VII – bonecos ou similares;
VIII – promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e
IX – promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil”.
 
A resolução é um tanto ampla também, especialmente porque utiliza o termo “dentre outros”. Porém, ao definir minimamente o que pode ser considerado abusivo, já está a própria brecha para que toda e qualquer propaganda NÃO SEJA CONSIDERADA ABUSIVA.
Além do mais é a publicidade voltada para a criança e ao adolescente é que vai ser de alguma forma regulamentada e não toda e qualquer  publicidade de produtos voltados para a criança e adolescente. Qual a diferença? Simples. Uma propaganda, digamos sobre um tênis do Superman será voltada ao adulto, ou seja, aos responsáveis pela criança (que em última instância é quem decide sobre o que ela irá consumir) e não à criança. Portanto, caso a resolução seja colocada em prática, é mais correto dizer que tais propagandas não vão simplesmente acabar, mas serão redirecionadas aos responsáveis por crianças e adolescentes.
Maurício de Sousa, que dispensa maiores apresentações, criticou abertamente a resolução e é óbvio que as empresas que lidam com produtos e publicidade para crianças e adolescentes estão temerosas. Mônica de Sousa tentou vincular a resolução a essa visão apocalíptica, mostrando não só desconhecimento sobre a resolução como obviamente defendendo os interesses da empresa de seu pai, que você pode ler na íntegra aqui.
Até entendo que nosso passado marcado por duas ditaduras nos deixe inquietos em relação à qualquer coisa que pareça censura, mas tem algum fundamento dizer que o mercado de quadrinhos nacionais, de desenhos, de produtos infanto-juvenis vai mesmo acabar? É óbvio que não. O máximo que irá acontecer é a mudança de viés dessas propagandas e, portanto, a viabilidade mercadológica de produtos voltados para crianças e adolescentes está assegurada. Sem razão para prever o fim dos quadrinhos nacionais e demais bobagens.

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