O culto pelo corpo está ultrapassando todos os limites

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Não é de hoje que “modelos fitness” surgem todos os dias nas redes sociais incentivando as pessoas a buscarem o corpo perfeito com dietas milagrosas e treinos mirabolantes. Essa obsessão pelo corpo fitness é fortemente influenciada por indústrias como a de cosméticos, moda, medicamentos e alimentos, podendo em casos mais extremos levar ao desencadeamento de distúrbios de imagem, principalmente no público feminino.

Para uma pessoa saudável, fazer atividade física sem qualquer tipo de acompanhamento profissional, assim como se submeter a “modismos alimentares” pode ter um alto custo para a saúde de quem os fizer, imagina quando se trata de uma GESTANTE! Isso para que ela possa ter um corpo esbelto durante a gravidez. Você pode estar achando isso uma loucura, mas segundo uma noticia publicada pelo jornal Estadão, o culto ao corpo agora parece estar atingindo as gestantes. A notícia menciona a nova moda entre as “fitness” das redes sociais: engordar o menos possível durante a gravidez e manter a boa forma. Nos comentários podemos perceber uma forma de “competição” entre as internautas de quem conseguiu perder mais peso em menos tempo depois da gravidez ou mesmo quem engordou menos durante a mesma.

As redes sociais representam um espaço de formação de opinião muito grande atualmente, atingindo públicos diversos de forma rápida e simples com a tecnologia dos smartphones. No instagram a moda agora não é só o “selfie”, surgiu agora também a “belfie” (belly = barriga + selfie = autorretrato), fotos tiradas durante a gravidez a fim de exibir o corpo nessa fase da vida.

A gravidez é um momento em que o corpo feminino passa por diversas transformações para acomodar e dar suporte a uma nova vida. Engordar de forma saudável e com adequado acompanhamento profissional é fundamental para que o bebê tenha um crescimento adequado e que os riscos durante o parto sejam minimizados.

O inadequado ganho de peso durante a gestação pode impactar no crescimento e desenvolvimento do feto assim como na própria saúde da gestante. Tanto o baixo ganho de peso, como o excesso podem causar complicações principalmente para as crianças que tem maior chance de nascerem nos extremos do peso e desenvolver problemas de saúde durante a vida. Portanto é importante manter o peso controlado durante a gestação, não sob o aspecto estético, mas para garantir uma gestação segura tanto para a mãe quanto para o bebê sem exageros e seguindo as recomendações das instituições de saúde.

Mas o que será que se passa na cabeça dessas mamães fitness que não querem abandonar o culto pelo corpo nem nesse momento tão especial? Precisamos refletir sobre até onde a vaidade ultrapassa o limite da saúde e do bem estar.

Para visualizar a notícia acesse o link a seguir: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/ser-mae/a-nova-moda-entre-as-gravidas-e-ter-a-barriga-sarada-acaba-mundo

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Energia que seu filho realmente precisa?

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Está sendo exibido na televisão um comercial de uma marca de achocolatado bastante famoso. O comercial mostra uma mãe que sai para trabalhar todos os dias e vê seu filho gradualmente se transformar no sofá onde sempre se encontra sentado jogando em seu dispositivo móvel. Após perceber que ele foi ‘engolido’ pelo sofá, a mãe resolve preparar o achocolatado com leite para o garoto, que após ingeri-lo, magicamente se liberta do sofá e vai para a rua com sua bola jogar futebol com as outras crianças (assista via YouTube:https://www.youtube.com/watch?v=4YUqJQOA6-w).

O que nos chama atenção é que na chamada da peça publicitária é mencionado para as mães que o produto contém “Activ-GO que tem a energia que seu filho precisa todos os dias”. Mas o que é esse tal de Activ-GO? Esse achocolatado é mesmo milagroso? E por que essa publicidade é direcionada para as mães? Vamos refletir sobre essas questões?

De acordo com a peça publicitária e o próprio rótulo do produto, Activ-GO consiste em uma mistura de cálcio, ferro e vitaminas que entra na composição do alimento. Porém esse termo não é reconhecido na literatura científica e nem por nosso órgão de vigilância sanitária. O objetivo deste termo é apenas comercial da própria marca para se referir a estes ingredientes específicos e tentar diferenciar o produto por meio do marketing, mascarando o produto e induzindo mães a compra de um alimento que, sobretudo, tem excesso de gordura e açúcar. O uso frequente de alimentos com esta composição aumentam a chance de ganho de peso e de cárie dentária. Além disso, tanto as vitaminas quanto os minerais do “tal Activ-GO” não seriam capazes de fornecer a “energia que seu filho precisa”. Isso porque estes nutrientes não fornecem energia em calorias para o organismo. Tais nutrientes ajudam na manutenção da saúde e do corpo. Vale ressaltar também que o direcionamento da publicidade às mães por meio de valores de zelo e proteção apela para valores construídos socialmente e que são associados à mulher. Além disso, as mães são uma das possíveis fontes de renda para aquisição do produto já que a criança não teria renda para adquiri-lo.

Outra reflexão importante é a do efeito milagroso que o comercial atribui ao achocolatado, fazendo com que a criança deixe de ser mais sedentária se divertindo com jogos eletrônicos e passe a ser mais ativa jogando futebol com as outras crianças na rua. Não negamos o fato de que “a vida não pode ser só no sofá”, mas não é o achocolatado que vai fazer com que a criança troque o sofá pela rua como local de diversão. Isso é uma argumento enganoso para que mães e pais continuem oferecendo o produto cada vez mais para seus filhos na esperança de que eles sejam mais sadios e bem nutridos. E é isso que repudiamos!

A Organização Mundial de Saúde, com base em diversos estudos, vem alertando a população sobre o crescimento da obesidade infantil e sua forte relação com a alta ingestão de alimentos processados com excesso de gordura e açúcar, como o produto em questão, e o sedentarismo.

Aqui no Brasil existem diversas políticas e ações que incentivam a conter o avanço da doença, como por exemplo a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), o Programa Saúde na Escola (PSE), além dos esforços para a regulamentação da publicidade de alimentos.

Sabemos que por ser um alimento bastante consumido pelo público infantil, principalmente devido à forte e abusiva publicidade da indústria direcionada tanto para o público adulto que oferece o produto, quanto para as crianças que o consomem. Contudo existem alternativas para deixar essa preparação [Leite + Achocolatado] mais saudável. Uma opção é a substituição do achocolatado em pó por frutas frescas ou congeladas ou o cacau em pó (de preferência sem açúcar e orgânico). Mas caso haja rejeição uma outra alternativa é misturar o cacau em pó ao achocolatado gradativamente, desde uma proporção de 1:1 até a mais próxima de 100% de cacau em pó.

Fiquem sempre atentos aos truques que as indústrias utilizam na publicidade, muitas vezes enganosa, para induzi-los ao consumo de seus produtos. E qualquer mãe ou pai, que se sentir prejudicado por estratégias desse tipo, pode recorrer aos órgãos de defesa responsáveis (PROCON ou Ministério Público). Essa é a melhor maneira de conter esse tipo de abuso e mudar esse cenário.

Até a próxima!

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Retomando as atividades

Olá a todos! O PROPAGANUT esteve um tempo desativado devido a reestruturação na equipe de trabalho, porém agora está de volta retomando suas atividades.
Somos um projeto de pesquisa e extensão na linha de ‘Alimentação e Nutrição nas Diferentes Mídias’ do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (OPSAN), ambos vinculados a UnB. Por meio das redes sociais temos o objetivo de divulgar informações críticas e dados científicos referentes à alimentação e nutrição, em caráter informativo e publicitário, subsidiando ações de educação ao público leigo com o intuito de fomentar a promoção da alimentação saudável e a discussão no âmbito das políticas de regulamentação.
Com essas propostas esperamos influenciar de maneira positiva na escolha de alimentos mais saudáveis e adequados para nossos seguidores. Lembrando que estamos conectados a vocês através da nossa página no Facebook [facebook.com/propaganut], Instagram [instagram.com/propaganut/], Twitter [@propagaNUT] e do nosso site [propaganut.wordpress.com], abertos a sugestões, críticas e esclarecimentos.
Um bom retorno a nós e saúde a todos!

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Então… Até breve!

Equipe PropagaNUT – Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão.

garfield35tchau

Gostaríamos de anunciar que os atuais responsáveis que administram o blog e as redes sociais do PropagaNUT estão deixando a equipe.

Foram 2 anos de muitas conquistas! Mas o projeto não acaba! As pesquisas e estudos de graduação, mestrado e doutorado continuarão a todo vapor!

Nos despedimos na certeza de que contribuímos para auxiliar a conscientizar as pessoas sobre as artimanhas da indústria de alimentos – seja por meio da publicidade ou de rótulos abusivos e/ou enganosos – e como eles podem prejudicar a nossa saúde.

Como “adeus” é muito definitivo, deixamos por aqui o nosso “até breve”!

🙂

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#EraSóOQueFaltava – Frango “grelhado”

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Os congelados vendidos por aí não são saudáveis – isso é uma coisa que a maioria das pessoas já sabe.

Entretanto, muitos deles tentam vender uma promessa que não é cumprida. Vejam só o que uma seguidora do blog encontrou no supermercado:

Olá, meninas!

Vi essa embalagem de frango congelado no Pão de Açúcar e lembrei de vocês na hora. Olha que horror: diz “filezinho de frango – grelhado”, uma recomendação para qualquer um que está de dieta, não é mesmo? Aí você lê a descrição do produto e descobre que ele é frito! Para completar, diz ser sem gordura trans, mas usa gordura vegetal, tem muuuuito sódio e a lista de ingredientes é uma beleza… Argh!
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Comentário e imagens falam mais do que mil palavras…
Frango frito que se diz grelhado? #EraSóOQueFaltava, não é mesmo?!
É por essas e outras que reforçamos: não acredite em tudo que a propaganda e/ou a embalagem te fala. O maior objetivo dela é chamar a sua atenção, visando a venda. E a saúde do consumidor, como fica? Essa só o próprio indivíduo pode garantir se informando melhor sobre o que consome…

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#EraSóOQueFaltava – Sorvete de pistache KIBON

Por Camila Araújo, Camila Leão e Mariane Bandeira.

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Quem mora em Brasília sabe que o calor e a secura vem castigando a população desde o mês passado. Buscando uma opção de sobremesa para se refrescar, uma das integrantes do PropagaNUT decidiu comprar um sorvete. Entre as várias opções de sabores disponíveis no mercado, ela optou pelo sabor pistache

Mas qual foi a sua surpresa ao observar o rótulo quando chegou em casa:

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O sorvete de pistache, na verdade NÃO TEM PISTACHE! Contém somente TRAÇOS de pistache.

#EraSóOQueFaltava!

Além deste “pequeno” detalhe, o sorvete desse sabor é vendido em um recipiente que contém menor quantidade (1,5L ao invés de 2L) e é proporcionalmente mais caro, quando comparado com as outras opções tradicionais (como creme, flocos ou napolitano, por exemplo). Se ele tivesse pistache, nós até entenderíamos o maior preço – afinal, o uso de castanhas entre os ingredientes tende encarecer o produto. Mas se ele contém apenas TRAÇOS de pistache, isso é um desrespeito com o consumidor!

Com isso lembramos mais uma vez sobre a importância de sempre ler os rótulos dos alimentos industrializados, principalmente antes da compra, para não chegar em casa e ter uma surpresa desagradável.

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Saiba o que você está comendo: Sorvetes e picolés

Por Ada Bento, Camila Araújo e Camila Leão

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No tempo quente, nada melhor do que um sorvete ou um picolé bem gelado para aliviar o calor, certo?! As crianças, então, adoram! E querem sempre, além do sorvete, todos aqueles complementos que enfeitam as sorveterias: caldas, chicletes, jujubas, granulados e por aí vai. Os complementos, a gente já sabe: não são nada saudáveis. Mas e os sorvetes? Ou os “inocentes” picolés de fruta? Você sabe o que tem dentro deles? Se não, vamos descobrir agora!

Analisamos a lista de ingredientes de sorvetes de 2 marcas famosas no mercado: Nestlé e Kibon.

Lista de ingredientes: Água, açúcar, leite em pó desnatado, gordura vegetal, xarope de glicose, amido, cacau em pó, lactose, óleo de milho, estabilizantes mono e diglicerídios de ácidos graxos, lecitina de soja e ricinoleato de glicerila, espessantes goma guar, goma jataí e carragena, aromatizantes. Contém Glúten. 

 

Lista de ingredientes: Água, açúcar, gordura vegetal, leite em pó desnatado, soro de leite, açúcar líquido invertido, óleo vegetal, xarope de glicose, cacau, emulsificantes mono e diglicerídeos de ácidos graxos e lecitina de soja, estabilizantes alginato de sódio e fosfato dissódico e aromatizantes.

Vamos lá:

– O segundo ingrediente da lista é o açúcar, ou seja, depois de água, o que mais existe em um sorvete desses é açúcar.

– Ainda sobre o açúcar, ele também aparece na lista de ingredientes com outros nomes: açúcar líquido invertido e xarope de glicose, ou seja, esses produtos contém MUITO açúcar.

– Ambos possuem godura vegetal – a famosa gordura trans.

– Os dois produtos são cheios de aditivos como corantes, estabilizantes, entre outros desses nomes indecifráveis pela população em geral.

A jornalista Francine Lima, do canal Do Campo à Mesa, fez um vídeo bem interessante sobre os sorvetes:

Além da falta de fruta e excesso de açúcar e gordura, podemos perceber que muitos desses fabricantes dos sorvetes mais vendidos enchem o produto de “ar” – quando descongela, o volume é bem menor do que esperamos estar comprando. Mais uma estratégia que prejudica e engana o consumidor… 

Agora vamos passar para os picolés:

Lista de ingredientes do picolé de limão: Água, açúcar, xarope de glicose, suco de limão, dextrose, proteína láctea, espessantes goma guar e goma jataí, acidulante ácido cítrico e aromatizante. Não Contém Glúten.

O problemas encontrados no sorvete se repetem nos picolés: muito açúcar, muitos conservantes e nesse caso, pouca fruta. As embalagens desses produtos contem imagens de frutas, o que pode levar o consumidor a acreditar que ao consumir esses produtos terá os mesmos benefícios de consumir a fruta in natura.

Hoje em dia, assim como mostrado no vídeo da Francine Lima, já estão disponíveis para compra, opções mais caseiras e saudáveis. Aqui em Brasília, nós já encontramos (provamos e aprovamos) uma: os picolés da Frutta Mesmo. Fabricados de forma artesanal, com fruta de verdade e sem os aditivos indesejados. E pra ficar melhor o fabricante ainda entrega em casa! 🙂

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