Pesquisa Nacional do México sobre Obesidade

Por Camila Araújo e Camila Leão. 

Foi realizado no México a entrega dos primeiros resultados da Pesquisa Nacional Sobre Obesidade. A pesquisa foi realizada com 1500 indivíduos, pessoalmente, no período de 19 a 23 de julho de 2013, coletando dados como peso e altura de todos os participantes, com o objetivo de cruzar essas informações com a percepção de cada um a respeito de seu estado nutricional. Como resultados, apenas 11% das pessoas que estão obesas, se reconheceram como tal, e 49% das pessoas com sobrepeso consideraram que estavam com um peso normal. Entre todos os entrevistados, somente 17% declararam ter sido diagnosticados com sobrepeso ou obesidade. Apesar disso, 90% dos participantes considera que o sobrepeso representa um risco para a saúde e 83% dos participantes considera que a obesidade é um problema muito grave, sendo que 94% acham que aumenta o risco para diabetes, 92% acham que aumenta o risco para hipertensão, 90% acham que aumenta o risco para doenças cardiovasculares e 64% para câncer. 

Além disso, também foram realizados questionamentos a respeito de publicidade de alimentos direcionados ao público infantil, alimentação escolar, rotulagem de alimentos industrializados. Entre alguns dos resultados encontrados, destacamos os seguintes:

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Além destes, também foi observado que 85% dos entrevistados é favor da instalação de bebedouros nas escolas e acha que os rótulos de alimentos deveriam conter o semáforo nutricional como advertência a respeito da composição e, consequentemente, do quão saudável o produto é. Quanto à questão da publicidade voltada para crianças, 77% acredita que os brinquedos e brindes promocionais associados a alimentos não saudáveis também deveriam ser proibidos e 87% acreditam que o uso de personagens infantis na publicidade de alimentos influenciam as crianças.

A população mexicana considera que:

  • Os rótulos dos produtos industrializados não ajudam a fazer escolhas saudáveis;
  • ​​A publicidade dirigida às crianças é enganosa e promove alimentos e bebidas não saudáveis​​;
  • Os alimentos disponíveis nas escolas também não são saudáveis ​​e que uma grande percentagem de crianças não têm acesso à água potável nas escolas.

Ainda concorda que sejam tomadas medidas para regulamentar a rotulagem, a publicidade de alimentos e bebidas dirigida às crianças, bem como melhorar a qualidade dos alimentos e a disponibilidade de bebedouros nas escolas.

Saiba mais acessando a pesquisa: Encuesta Nacional sobre Obesidad – Alianza por la Salud Alimentaria.

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