Os Alimentos e a Mídia

Por Angelita Grebin Ewald*. 

Quando abrimos uma revista, visitamos um site ou ligamos a televisão nos programas e telejornais lá estão notícias sobre alimentos e saúde. Sem dúvida, é urgente falarmos de sobre alimentos e saúde, uma vez que estamos morrendo pela boca!

São inúmeras as informações, são notas diárias nos telejornais nos mais diversos canais e horários do dia. Nos mais variados jornais escritos de capitais e cidades do interior matérias editadas pelos próprios ou ainda matérias pagas veiculadas com muita frequência.

globo repórter

“O programa de hoje vai desvendar os segredos dos superalimentos da América Latina.” Fonte: Globo Repórter

Inclusive vários temas sobre alimentação, saúde e prevenção veiculados no tão famoso Globo Repórter da Rede Globo que parece exercer um poder de persuasão bastante positivo no povo brasileiro. Tudo o que é noticiado na sexta-feira a noite, é muito comentado pela população no sábado, domingo e dura muitas vezes até a terça-feira e depois morre e ninguém mais faz ou fala das dicas tão valiosas sobre alimentos, saúde e emagrecimento lá apresentadas.

E o mistério se instala, a dúvida paira. Por que será que não surte efeito contínuo no dia a dia das pessoas?

Será que é porque não repetem tantas vezes quanto as propagandas de refrigerantes, chocolate e cerveja? Porque dizem que “a propaganda é a alma do negócio e que segredo da propaganda é convencer por insistência”. E isso realmente funciona e a prova disso é o estado nutricional de sobrepeso e obesidade cada vez mais crescente em nossas crianças e adultos.

Ou será que é porque não educamos nossas crianças para uma vida saudável?

Nossos hábitos alimentares estão baseados no que é popular, no que é fácil e rápido. Não temos tempo para nos alimentar adequadamente e muito menos para preparar um lanche saudável para nossos filhos, é muito mais fácil darmos a eles alguns reais para comprarem na cantina da escola.

Já existem leis que obrigam as escolas a manterem uma cantina que ofereça alimentos saudáveis e também a terem no seu quadro de funcionários os profissionais nutricionistas. Porém esse fato que eu chamo de marketing positivo ainda não está estampado nos meio de comunicações, só sai no diário oficial.

Nas escolas onde trabalho eu estimulo os gestores a usarem a “alma do negócio” ou seja, se promoverem por oferecer um serviço diferenciado de Alimentação e Nutrição que estimula o desenvolvimento de bons hábitos alimentares nos alunos.

Nosso amado país é naturalmente riquíssimo e dono de uma diversidade alimentar, seria muito proveitoso que usássemos isso a nosso favor respeitando cada estado e região. Que tivéssemos políticas públicas mais agressivas e incisivas através de projetos de educação alimentar e prevenção em saúde.

Seria muito, mas muito interessante usar a mídia também para promover a saúde, usá-la a nosso favor como o fazem as grandes empresas. Porque do contrário só iremos reforçar o que o diz o sábio Dalai Lama “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde”.

E lembrem-se desse outro velho jargão que não mente: “Prevenir é melhor do que remediar”. E é bem mais barato aos cofres públicos.

*Angelita Grebin Ewald é nutricionista e escreve no site A Nutricionista.com, de onde o texto foi retirado.

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