#EraSóOQueFaltava – “TempêLo” especial no Catchup!

Por Camila Araújo e Camila Leão.

Como se não bastasse ter que passar horas no supermercado lendo rótulos dos produtos alimentícios industrializados, buscando aqueles com melhores qualidades nutricionais, ainda precisamos “adivinhar” se durante o processo de fabricação as mínimas condições de higiene estão sendo cumpridas!

Saiu nos últimos dias a seguinte notícia:

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) detectou a presença de pelos de roedores em embalagens do Tomato Ketchup da marca Heinz após análise em laboratório. A Anvisa determinou que o lote 2K04 do produto seja retirado imediatamente de todas as lojas. O produto tem validade prevista para janeiro de 2014.

A Proteste (associação de defesa do consumidor) já havia detectado o problema no mesmo produto em fevereiro. A agência alegou, na época, que não poderia retirar o produto do mercado porque as análises haviam sido feitas em laboratório não oficial. Os novos testes foram feitos no Instituto Adolfo Lutz, em Santo André, na Grande São Paulo. A Proteste também solicitou uma inspeção imediata na Quero Alimentos, que importa e revende o catchup Heinz no Brasil.

A associação afirma que, em 2005, já havia avaliado 16 marcas de catchup, sendo cinco deles avaliados como impróprios para consumo. A empresa só foi autorizada pela Justiça para divulgar o teste cinco anos depois, quando os lotes dos produtos analisados indicaram presença de pelos de roedores, penas de ave e ácaros já haviam sido retiradas do mercado porque o prazo de validade já havia expirado.

OUTRO LADO

Em nota, a Heinz Brasil informou que os produtos trazidos para o Brasil são produzidos com a mais alta qualidade e com ingredientes naturais, de acordo com as normas sanitárias do país de origem, bem como normas internacionais. A empresa disse ainda que os lotes citados pela Anvisa e Proteste não estão mais em circulação.

A empresa afirmou também que “está levando a sério esta questão e está analisando os aspectos levantados”.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Com base nas informações dessa reportagem, somos levados a pensar: quantas pessoas já não devem ter consumido o tal lote contaminado? A Proteste encontrou o problema em fevereiro, porém só agora a ANVISA tomou providências a respeito. Muitas vezes, devido à burocracias dos órgãos de vigilância, quando as medidas práticas são tomadas, muitos consumidores já foram prejudicados com as consequências e a determinação de mudanças/correções não é mais eficaz.

A relação entre os consumidores e a indústria é baseada na confiança, visto que é muito difícil (na verdade quase impossível) conhecer e monitorar os detalhes sobre cada etapa do processo de fabricação dos produtos industrializados. Se uma marca tão famosa, reconhecida mundialmente, apresenta esse tipo de “inconveniente”, como confiar nas alegações de segurança e em todas as outras (por exemplo, a redução de nutrientes indesejados, como gordura trans; a própria composição dos alimentos apresentada na forma de lista de ingredientes nos rótulos)?

Apesar de a indústria oferecer cada vez mais opções, parece difícil encontrar UMA opção que se adeque minimamente a todas as exigências para o consumo de um alimento (ou melhor, produto alimentício) mais saudável e sanitariamente seguro.

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