Consumers International apresenta resultados de quiz sobre rotulagem nutricional na Assembleia Mundial de Saúde

Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – Idec

header-24_crop

A CI (Consumers International) e suas organizações membros, entre as quais o Idec, organizou um ‘quiz’ internacional sobre a rotulagem de alimentos industrializados para demonstrar os desafios que os consumidores enfrentam na escolha de alimentos saudáveis. Os resultados obtidos pela CI e seus membros serão apresentados aos Estados integrantes da OMS (Organização Mundial de Saúde), na tarde desta quarta-feira (22/5), na 66ª Assembleia Mundial de Saúde, em Genebra. Os membros da OMS serão convidados a ratificar, implementar e ir além das recomendações relacionadas à alimentação do ‘Plano de ação global da OMS para a prevenção e controle de doenças não-transmissíveis’. O ‘quiz’ ficou aberto no portal do Idec colhendo respostas do Brasil de 22 de abril a 5 de maio.

O projeto foi concebido para destacar os benefícios de rótulos com informação nutricionais claras e consistentes na parte frontal da embalagem. Os resultados do ‘quiz’ apontaram que menos da metade dos consumidores saberia avaliar os níveis de sal, açúcar e gordura dos alimentos industrializados sem um rótulo visível. Com a informação nutricional na parte frontal da embalagem, a porcentagem de consumidores que avaliou corretamente os níveis desses nutrientes mais do que duplicou, chegando a 90% dos consumidores que avaliaram corretamente o conteúdo nutricional do produto.

Nas últimas décadas, a venda de alimentos industrializados no mundo aumentou 92%, atingindo US$ 2,2 trilhões em 2012. Para os consumidores que valorizam uma alimentação saudável, as informações nutricionais nas embalagens dos alimentos é uma das ferramentas que auxiliam nessa escolha.

‘Semáforo nutricional’

Foram apresentados para consumidores de nove países imagens de alimentos industrializados populares, com e sem informações nutricionais simples, representada por um código de cores chamado ‘semáforo nutricional’, na parte frontal da embalagem. Os participantes foram convidados a estimar se os alimentos continham alto, médio ou baixo teor de sal, açúcar e gorduras, e escolher a opção mais saudável a partir de uma variedade de marcas de produtos semelhantes. O número de consumidores que acertou a resposta dobrou com o auxílio do rótulo com o ‘semáforo nutricional’.

Os rótulos do tipo ‘semáforo nutricional’ foram baseados em uma proposta da Agência de Regulação de Alimentos do Reino Unido: a cor vermelha indica que os alimentos são ricos em açúcar, sal, gordura saturada e gordura; amarela indica níveis médios; e verde indica nível baixo.

O Idec foi o responsável pela realização do ‘quiz’ no Brasil. O Instituto contou com a participação de 786 consumidores, com os resultados indicando uma porcentagem de acertos na identificação dos níveis de açúcar, gordura e sódio dos alimentos, chegando a 84% com a presença do ‘semáforo nutricional’ na frente da embalagem — valor três vezes maior ao comparar com as respostas sem o rótulo.

“Quanto ao açúcar, no Brasil as indústrias não são obrigadas a declarar o valor desse nutriente no rótulo, o que torna a tarefa de escolher opções mais saudáveis mais difícil. O ‘quiz’ não permitiu reproduzir exatamente a análise dos rótulos feita pessoalmente, porém trouxe resultados importantes em relação ao uso e o entendimento do ‘semáforo nutricional’ na embalagem”, explica a nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto.

Assembleia Mundial de Saúde

A 66ª Assembleia Mundial de Saúde reúne em Genebra, na Suíça, até o próximo dia 28, os Estados membros da OMS para considerar a adoção formal de um ‘Plano de ação para a prevenção e controle de doenças não-transmissíveis 2013-2020’. Estima-se que 36 milhões de mortes, ou 63% das 57 milhões de mortes ocorridas no mundo em 2008, foram provocadas por doenças não-transmissíveis, incluindo doenças cardiovasculares (48%), câncer (21%), doenças respiratórias crônicas (12%) e diabetes (3,5%).

Essas doenças podem ser em grande parte prevenidas ou controladas por meio de intervenções eficazes, que abordam fatores de risco como hábito de fumar, alimentação inadequada, sedentarismo e o consumo abusivo de álcool.

As metas globais relacionadas à dieta são:

  • Redução relativa de 30% na média de consumo de sal/sódio na população;
  • Interrupção do aumento da prevalência de diabetes e obesidade;
  • Redução de 25% na prevalência de pressão arterial alta.

A proposta do plano de ação inclui uma série de opções políticas recomendadas para os Estados membros que ajudarão os consumidores a escolher uma alimentação mais saudável. Elas incluem:

  • Rotulagem nutricional obrigatória em alimentos embalados;
  • Reformulação dos alimentos processados para reduzir sal, gorduras e açúcar;
  • Aumento do consumo de frutas e hortaliças;
  • Eliminação da gordura trans produzida industrialmente;
  • Implementação das recomendações da OMS para o marketing dirigido para crianças.

> Veja a proposta completa do plano de ação aqui.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Notícias

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s