Seminário Internacional Infância e Comunicação – Direitos, Democracia e Desenvolvimento

No começo do mês de março, dias 6, 7 e 8, aconteceu em Brasília o Seminário Internacional Infância e Comunicação – Direitos, Democracia e Desenvolvimento, promovido pela ANDI.

seminário internacional

Durante esses três dias, representantes de diversas partes do mundo (Europa, Américas, África e Oceania) trouxeram a tona questões que giraram em torno do acesso e da regulamentação dos meios de comunicação em prol da infância. A mídia avançou muito em pouquíssimo tempo, e o acesso a informação é algo fundamental para todos nós, porém as crianças precisam ser protegidas. O objetivo foi promover discussões e debates à respeito desse tema, trazer exemplos de outros países e traçar metas e planos sobre o que precisa ser feito e aprimorado no Brasil.

Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Esse evento contou com a presença do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que fez a abertura das atividades. Em seu discurso, o ministro manifestou clara preocupação em regulamentar os canais de comunicação. E o Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, ratificou o interesse do Ministério da Justiça na luta pela infância. A defesa da liberdade de expressão e a defesa de direitos, não só de crianças e adolescentes, mas de grupamentos humanos em geral, não se contradizem entre si. Quando há choque no exercício desses direitos, é necessário estabelecer limites para ambos, que, inclusive estão apoiados pela Constituição Federal.

A Classificação Indicativa foi um tema bastante abordado durante o segundo dia de Seminário. Paulo Abrão discursou sobre o que tem sido feito em relação a classificação e monitoramento dos programas televisivos pelo Ministério da Justiça. Ele salientou que a realidade das famílias brasileiras não permite, muitas vezes, que os pais fiscalizem o que seus filhos estão assistindo, e que é papel do Estado sim intervir nesse processo por meio da Classificação Indicativa. E foi mais longe nessa questão ao ressaltar a necessidade de regulamentação da mídia.

Susan Linn

O evento contou também com a presença de Susan Linn, professora de psiquiatria na Escola Médica de Harvard, em Boston, e autora do livro Crianças do consumo: a infância roubada. Em sua palestra, Susan ressaltou a extrema importância da proibição da publicidade direcionada ao público infantil: “A publiciade infantil deveria ser proibida. Não há nenhuma justificativa moral, ética ou social para isso. O marketing infantil afeta negativamente o desenvolvimento social e a saúde das crianças ao redor do mundo, nos dias de hoje. É um dos fatores que colabora para o aumento da obesidade, surgimento de distúrbios alimentares, sexualidade precoce e sexualização de meninas, violência entre os mais jovens, estresse familiar e a materialização de valores e de princípios, ou seja, a crença de que o consumo de determinado produto irá trazer felicidade”.

Foram debates riquíssimos que precisam ser promovidos e divulgados pela sociedade e, sem dúvida, não ficar apenas em palavras, mas produzirem frutos que trarão benefícios para todos, principalmente para as crianças.

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